
Um dos arquitetos mais respeitados do Brasil, Arthur Casas é conhecido por projetos que mesclam contemporaneidade e atemporalidade, com trabalhos reconhecidos no mercado residencial, hotelaria e gastronomia. Com escritório em São Paulo e presença internacional, ele participou recentemente do podcast da Esquire Brasil com o jornalista Luciano Ribeiro.
A declaração que ganhou repercussão foi direta: “A IA vai acabar com 90% dos arquitetos e estou sendo otimista, porque ainda não sei onde ela vai chegar.” Para Casas, as funções mais operacionais já estão com os dias contados. “O arquiteto que sobrevive resolvendo problema de prefeitura, adequação, análise de potencial de venda. Isso vai acabar.”
O lado relacional ainda resiste, mas sem garantias. “Meu cliente quer conversar comigo. Mas não sei se a nova geração terá isso”, disse, apontando incerteza sobre como o vínculo entre arquiteto e cliente vai se comportar com o avanço tecnológico.
Assumidamente analógico, Casas defende o desenho à mão: “Quando você apaga e refaz, você repensa em soluções. No digital isso é mais rápido.” Sobre os novos profissionais, foi criterioso: “Poucos trazem novidades. Tem muita gente competente, mas eles se inspiram na minha geração. Eu gosto quando alguém traz algo novo.” A fala reforça um debate crescente: a IA tende a redefinir funções e quem não se adaptar pode ficar para trás.

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