Ana Marcela Cunha
Ana Marcela Cunha. Foto: Jonne Roriz.

A nadadora baiana Ana Marcela Cunha compartilhou os bastidores da travessia do Canal da Mancha, desafio que levou cerca de 20 anos para ser concretizado. Em entrevista à Forbes Brasil, a campeã olímpica revelou que o sonho surgiu ainda na adolescência, após conhecer a história da nadadora Renata Agondi, que morreu durante uma tentativa de completar o percurso em 1988.

Aos 34 anos, Ana Marcela percorreu 42,9 quilômetros entre a Inglaterra e a França em 8h25min29s, estabelecendo o novo recorde sul-americano da travessia entre homens e mulheres. Para a atleta, a conquista teve um significado que vai além do desempenho esportivo. “Esse era um sonho meu. Não tinha a ver com Olimpíada, Mundial ou medalha. Era uma vontade que eu carregava havia muitos anos”, afirmou à Forbes Brasil.

Para enfrentar as águas geladas do Canal da Mancha, a preparação exigiu mudanças na rotina de treinos e no próprio corpo. A nadadora precisou adaptar a preparação física às características da prova, ganhar peso e realizar treinamentos em condições de baixa temperatura. “Treinei no escuro, no frio e em situações que simulavam o que encontraria no Canal da Mancha. Era preciso preparar o corpo e a mente”, contou.

Natural de Salvador, Ana Marcela é uma das maiores referências da maratona aquática mundial e soma uma trajetória marcada por títulos olímpicos e mundiais. Ao concluir a travessia, a atleta celebrou a realização de um objetivo cultivado desde a juventude. “Foi a concretização de um sonho de 20 anos. Cruzar o Canal da Mancha era algo que eu precisava viver”, destacou.

Ana Marcela Cunha. Foto: Jonne Roriz.
Ana Marcela Cunha. Foto: Jonne Roriz.
Ana Marcela Cunha. Foto: Jonne Roriz.

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