
Na última quarta-feira (02), o auditório Makota Valdina, localizado na Casa das Histórias de Salvador, recebeu uma oficina de fotografia voltada para a comunidade surda. A iniciativa – realizada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) – foi direcionada a pessoas interessadas em aprender a fotografar utilizando o celular. Segundo a condutora do evento, a fotógrafa Anastácia Flora, a oficina é uma provocação para o público exercitar o olhar, fazendo com que se observe mais a cidade de uma outra maneira, vendo beleza mesmo na correria do dia a dia.
A prática foi realizada nas janelas do prédio e no terraço, onde os participantes puderam explorar diferentes técnicas fotográficas. “A intenção é que a gente utilize o celular para fazer os registros. Então, entendo que, para ser um profissional, tem que ter uma ferramenta mais adequada, mas também acredito que, para além da técnica, o que interessa na fotografia é o olhar e o que você quer registrar, o sentido da imagem”, disse Anastácia. O programa educativo contou com a presença de intérpretes de Libras.
“O programa educativo da Casa das Histórias e Galeria Mercado tem como pauta a acessibilidade, diversidade e inclusão. Pensando na oficina de fotografia, a atividade tem uma relação com o audiovisual, e a comunidade surda dialoga diretamente com a imagem. A gente mobilizou eles para estarem presente, a fim de movimentar e fomentar essas ações junto com a cidade”, afirmou Camila Carmo, coordenadora educativa da Casa das Histórias.

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