
Na noite do último domingo (25), o Brasil conheceu o seu novo Presidente da República. O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito ao seu quarto mandato à frente do Executivo brasileiro. O petista venceu o segundo turno das Eleições 2026 com mais de 64 milhões de votos, o que representa 51,79% das escolhas dos eleitores brasileiros, frente aos 48,21% (59 milhões) obtidos por Flávio Bolsonaro (PL).
Derrotado nas urnas, o candidato do Partido Liberal anunciou que não reconhecerá o resultado das apurações. Sob a presença de apoiadores de sua campanha, o ex-senador criticou a prorrogação do horário de votação até às 19h, sob determinação do ministro do STF, Cristiano Zanin, com posterior aval do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.
Para ele, houve uma quebra “total” de isonomia entre os brasileiros. O bolsonarista ainda afirmou que nunca vai saber quantos votos ele poderia ter recebido em um local de votação onde as urnas não foram reabertas.
“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal”, declarou Flávio Bolsonaro.
A determinação feita inicialmente por Zanin, mas seguida por Nunes Marques, aconteceu após a campanha do candidato Lula protocolar uma petição com pedido de liminar de urgência, no Tribunal Superior Eleitoral, em relação a municípios que sofreram restrições na circulação do transporte coletivo. No momento da decisão, o horário foi estendido em todo o país. A extensão até às 19h ocorreu somente nos locais que não houve fechamento de urnas.
A Coligação Brasil Pronto Pra Mais denunciou os ocorridos em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, onde foi registrado o sistema de transporte coletivo urbano de Salvador operava com redução superior a 50% em comparação ao serviço habitual de dias úteis. A medida abrangeu os estados de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.
Vale ressaltar, que a campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado a prorrogação nos municípios dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, que foram atingidos por fortes chuvas e temporais, que dificultaram o deslocamento dos eleitores aos locais de votação.
Leia na íntegra do discurso de Flávio Bolsonaro
“O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada, a pedido de um ex-sócio dele, e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], atropelando a justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições.
Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados. Eu nunca vou saber se num estado onde as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter. É inexplicável ter acontecido o que aconteceu.
Inclusive, nas palavras de algum ministro aí, que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto de como essas coisas aconteceram.
É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que essa regra tenha mudado em cima do jogo. Mais uma vez, pelos amigos do Lula do Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio do próprio Zanin, e ele atende a um pedido por cima da Justiça Eleitoral.
E outra coisa, o detalhe que poucos sabem aqui. Os nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala cofre [do STF] a partir do momento que essa decisão foi tomada. Então, tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora, nessas eleições. Eu não vou desistir do meu Brasil e espero que você que esteja me assistindo também não desista. Obrigado”.

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