Nádia Taquary. Foto: Lucas Assis

A produção artística nordestina é um dos destaques de “Atlântico Sertão”, exposição em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB SP). Com mais de 70 artistas de todo o país, a mostra apresenta um expressivo conjunto de criadores cujas obras refletem sobre memória, identidade, espiritualidade, território e resistência. Por meio de pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações, os artistas transformam a arte em instrumento de memória e elaboração crítica em diálogo com os conceitos simbólicos de “Atlântico” e “Sertão”.

A arte da Bahia está muito bem representada com a presença de Ayrson Heráclito, referência internacional por suas pesquisas sobre memória, diáspora africana e religiosidade afro-brasileira; Juraci Dórea, pioneiro da Land Art no Brasil, com uma trajetória marcada pelo diálogo entre arte e meio ambiente; Nádia Taquary, reconhecida por esculturas e instalações inspiradas em cosmologias africanas.

Outros nomes de destaque são Adenor Gondim, Lita Cerqueira, Márvila Araújo, Ventura Profana, George Teles, J. Cunha, Leonardo França, Lucélia Maciel, Marcos da Matta, Rose Afefé, Bysmarke Vaqueiro, Yacunã Tuxá, Zé di Cabeça e os coletivos Zumví Arquivo Afro Fotográfico e Àwọn arákùnrin oníṣẹ́-ọnà mẹ́ta, que ampliam o panorama da produção artística baiana contemporânea.

Em cartaz até 3 de agosto e com curadoria de Ariana Nuala, Marcelo Campos, Amanda Rezende, Jean Carlos Azuos, Rita Vênus e Thayná Trindade, “Atlântico Sertão” está estrutura em seis eixos temáticos e ocupa os quatro andares do CCBB São Paulo. Participam também artistas de Pernambuco, Ceará, Alagoas, Paraíba, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Pará, Amazonas, Piauí e Sergipe.

Lita Cerqueira. Foto: Ulisses Dumas
Yacunã Tuxá. Foto: Divulgação
J. Cunha
J. Cunha. Foto: Levi Fanan.

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