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Vendas. Foto: Pexels.

Entre janeiro e julho de 2026, a Bahia registrou a abertura de 116 mil Microempreendedores Individuais (MEIs), valor que representa uma alta de 14,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Mapa de Empresas, do governo federal, que também aponta que o estado atingiu o número de 636.116 MEIs ativos.

A capital baiana concentrou a maior parte dos novos registros. Foram 35.599 MEIs abertos em Salvador entre janeiro e julho, o equivalente a cerca de 31% das novas formalizações no estado. Feira de Santana registrou 7.610 novos MEIs, enquanto Vitória da Conquista somou 4.661. Juntos, os três municípios responderam por aproximadamente 41% das novas formalizações realizadas na Bahia no período.

Para Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste, o crescimento está relacionado, entre outros fatores, à possibilidade de formalização simplificada oferecida pelo MEI, que permite ao trabalhador obter CNPJ, emitir nota fiscal e acessar serviços financeiros específicos.

“O MEI funciona como uma porta de entrada para a formalização de muitas atividades econômicas. Quando observamos um crescimento dessa magnitude, temos um indicativo de que mais pessoas estão transformando atividades individuais em negócios formalizados. A partir daí, surgem novas necessidades de gestão, organização financeira e planejamento para a continuidade dessas empresas”, afirma.

O número de encerramentos de empresas desse tipo também aumentou, mas em ritmo inferior ao das aberturas. Entre janeiro e julho de 2026, foram extintos 61.034 MEIs na Bahia, contra 55.390 no mesmo período de 2025, uma alta de 10,2%. Com isso, o estado acumulou saldo positivo de 54.982 MEIs no período, resultado da diferença entre novos registros e extinções.

“Depois da formalização, o desafio passa a ser transformar o registro em um negócio sustentável. Para isso, o empreendedor precisa acompanhar receitas e despesas, controlar o fluxo de caixa, separar as finanças pessoais das empresariais e planejar o capital necessário para manter a operação. Esses cuidados são especialmente importantes em negócios nos quais o próprio empreendedor concentra grande parte das funções administrativas”, explica Artur.

Empreendedorismo. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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