
A arte é um recurso ímpar para a expressão de anseios, necessidades e para manifestar posicionamentos diante das realidades que afetam as comunidades. É com esse mote que o projeto Periferia do Futuro baseia suas ações sociais, políticas e culturais. Acolhendo mais de 250 jovens, o instituto fomenta a formação artístico-cultural nas periferias de Salvador e Lauro de Freitas, se aliando às próprias manifestações artísticas e identitárias locais. A atividade oferece cursos de tranças, maquiagens e moda, no Pelourinho e na Barroquinha.
Em conversa com o Anota Bahia, o empresário, modelo e diretor de casting, Carlos Cruz, idealizador da iniciativa, destacou que criou o projeto com o intuito de capacitar os jovens e prepará-los para o mercado de trabalho. Além do viés artístico, a missão é fortalecer a questão educacional e econômica das comunidades.
“As barreiras começam quando somos 86% da população e perdemos muito da juventude para o tráfico e para a criminalidade que acomete hoje Salvador, como todas as grandes capitais do nosso país. E de fato, a Periferia do Futuro vem com um papel de inclusão, para que a gente consiga trazer esses jovens para a arte e que a arte chegue antes da bala”, declarou Carlos.
O empresário baiano também falou da responsabilidade de poder contribuir com o desenvolvimento das comunidades: “De fato, esse discurso me impacta muito, porque perdi muito dos meus amigos. Hoje eu tenho 256 jovens que sonham com a arte como um fator principal pra conviver e viver dentro dessa cidade”.
Para o instituto, investir na formação é um caminho para mudar o cenário de desemprego do Brasil, que conta com cerca de 6,3 milhões de desocupados no 2º trimestre deste ano — segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Através dos cursos ofertados pelo projeto os jovens podem adquirir os conhecimentos exigidos na hora da contratação, uma possibilidade de mudar sua realidade.
O Instituto Periferia do Futuro busca proporcionar novas perspectivas e oportunidades. Sob o comando de Carlos Cruz, já foram realizadas diversas ações sociais, para além da capacitação, como a distribuição de alimentos, brinquedos e momentos de diversão para crianças.
“A arte, em suas diversas formas, é mais que uma expressão; ela é a salvação para uma juventude sedenta por oportunidades e por caminhos que os conduzam a um futuro melhor. Invistam mais nos jovens, invistam mais na arte. Ela é a chave para um amanhã diferente, mais justo e cheio de esperança. Não tem como diminuir a violência sem apoio para a arte”, disse Carlos.

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