
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que antecipará sua saída do comando da Corte eleitoral. O mandato, que terminaria em 3 de julho, será encurtado para permitir uma transição mais ampla antes das eleições de outubro. A decisão foi comunicada durante sessão do tribunal, em Brasília.
De acordo com a ministra, a medida busca garantir mais tempo para a organização do processo eleitoral sob a nova gestão. Caso permanecesse até o fim do mandato, o sucessor, Nunes Marques, teria cerca de 100 dias para conduzir os preparativos. “Decidi que […] a sucessão da presidência […] se inicie antes, […] para garantir equilíbrio e tranquilidade na passagem das funções”, afirmou.
Com a mudança, a eleição para a nova presidência do Tribunal Superior Eleitoral foi marcada para o dia 14 de abril. A posse do novo presidente e do vice deve ocorrer em maio, antecipando o cronograma inicialmente previsto e ampliando o período de transição administrativa dentro da Corte.
Cármen Lúcia também destacou que a saída antecipada permitirá maior dedicação às atividades no Supremo Tribunal Federal (STF), onde atua como ministra. A decisão ocorre em meio à intensificação das demandas institucionais e à proximidade do calendário eleitoral.

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