
O Shopping Barra viveu uma noite marcada pela celebração e valorização do poder feminino, na última quarta-feira (11), com a realização da 17ª edição do Prêmio Barra Mulher 2026. A ação homenageou líderes, visionárias e agentes de mudança por suas contribuições para a sociedade baiana. O momento contou com apresentação da banda Samba de Pretas, formada exclusivamente por mulheres, e a participação da jornalista Renata Menezes como mestre de cerimônia.
Foram homenageadas: Aléssia Tuxá, Ana Mametto, Cláudia Mara, Cynthia Pina, Ekedy Sinha, Emília Nuñez, Mariana Paiva, Georgina Maynart, Zuleica Andrade e Felisa Presas. A cantora Larissa Luz, uma das homenageadas da noite, performou ‘A Carne’ com Samba de Pretas. As vencedoras também serão celebradas na exposição de fotos aberta ao público, a partir desta quinta-feira (12), no Barra Gourmet, além de estamparem peças publicitárias espalhadas por toda capital baiana.
A Exposição Barra Mulher 2026 é uma grande oportunidade para o público conhecer as trajetórias dessas forças femininas, que inspiram e transformam vidas de outras mulheres, com um efeito multiplicador. Inspirado na divindade feminina, o troféu Barra Mulher 2026 foi idealizado pelo artista soteropolitano Ray Vianna. A imagem representa elegância, altivez, respeito e coragem.
Além das 11 mulheres mais votadas pela Comissão Julgadora e pelo voto popular, o troféu foi entregue à “Mulher Empreendedora Shopping Barra”, indicada pela Associação de Lojistas do Barra, em reconhecimento às lojistas que se destacam no empreendimento. Nesta edição, em especial, o Barra Mulher concedeu “Menção Honrosa” à sócia-diretora da Enashopp, Mirela Gedeon Cubilhas.
Conheça as mulheres homenageadas em 2026:
Natural de Rodelas, no sertão da Bahia, Aléssia Tuxá é uma mulher indígena da comunidade Tuxá, que encontrou na educação o caminho para transformar a própria história e a realidade do seu povo. Sem cursinho preparatório, superou os desafios do ensino público e, aos 16 anos, ingressou no curso de Direito da Universidade Estadual de Feira de Santana, tornando-se advogada, mestre em Direito pela UFBA, professora universitária e a primeira mulher indígena do Brasil a ocupar o cargo de defensora pública. Sua atuação é marcada pela defesa dos povos indígenas, e sua trajetória simboliza resistência e representatividade, inspirando outras mulheres a ocuparem os espaços que desejarem.
Cantora, atriz, jornalista e escritora, Ana Mametto iniciou sua trajetória artística aos 13 anos como backing vocal de grandes nomes da música baiana e chegou a experienciar o cenário internacional. Em suas produções, celebra a ancestralidade afro-brasileira e transforma sua arte em instrumento de resistência contra o racismo, o machismo e a intolerância religiosa. Formada em Jornalismo, é autora do livro ‘Pombagira: a Entidade Silenciada’, no qual reflete sobre poder feminino e autonomia. Premiada no teatro e com atuação em produções nacionais e internacionais, ela constrói uma trajetória multifacetada pautada na força da palavra, na valorização das mulheres e na crença de que a arte é um caminho de transformação social.
Cláudia Mara da Silva Mendes é Tenente-Coronel da Polícia Militar da Bahia (PMBA), com uma trajetória marcada por coragem, fé e dedicação ao serviço público. Ingressou na Polícia Militar em 1990, incentivada pela mãe, Ivone da Silva Mendes, integrando a primeira turma de sargentos da corporação. Em 1996, tornou-se uma das cinco mulheres a se formar oficial na Academia de Polícia. Também é graduada em Direito e possui especializações nas áreas jurídica e educacional. Atuou no Subcomando Geral, no Corpo de Bombeiros, na Corregedoria e no Colégio da Polícia Militar. Foi promovida a Major e, posteriormente, a Tenente-Coronel. Recentemente, assumiu o Comando do 18ª Batalhão de Polícia Militar.
A desembargadora Cynthia Pina iniciou a carreira pública como Promotora de Justiça, e logo depois, foi aprovada em primeiro lugar no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) para o cargo de juíza, onde encontrou a sua vocação. É responsável por iniciativas que facilitam o acesso à Justiça, como o programa “Justiça 4.0” e a implementação de pontos de inclusão digital no interior do estado. Quarta mulher a presidir o TJ-BA em 417 anos de instituição, é atenta às desigualdades sociais e raciais que assolam o Brasil, defendendo que a diversidade religiosa, racial e de gênero deve ser respeitada em todos os lugares. Durante sua gestão, permitiu a instalação do machado de Xangô, orixá ligado à justiça, no Tribunal que, por séculos, havia apenas crucifixos.
Nascida e criada no terreiro da Casa Branca, um dos mais antigos do Brasil, Ekedy Sinha foi iniciada aos sete anos de idade. Sua infância foi marcada pelo afeto, pela coletividade e pelo aprendizado dos saberes ancestrais que moldaram a sua trajetória. Além de ser uma importante liderança religiosa, é uma articuladora social que luta pelos direitos do povo negro e das comunidades de candomblé. Ao longo da vida, já passou por instituições como a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, o Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileira e a Rede de Mulheres de Terreiro. Também presidiu o Comitê das Cartas pelas Águas, contribuindo para o Plano Estadual de Recursos Hídricos da Bahia. Há 23 anos promove a Feira de Saúde do Terreiro da Casa Branca, oferecendo serviços de saúde gratuitos à toda sociedade e celebrando a cultura afro-brasileira por meio da música, da dança e de diversas expressões artísticas.
Emília Nuñez é escritora, editora e uma das vozes mais sensíveis da literatura infantil contemporânea. Mãe de Gael e Malu, encontrou na maternidade a inspiração para começar a escrever para a infância. Estreou em 2016 com a “Menina da Cabeça Quadrada”, obra que iniciou a sua trajetória literária. No mesmo ano, fundou a Editora TIBI ao lado do irmão, Edu. Suas histórias abordam temas sensíveis como diversidade, anticapacistismo e doenças na infância, sempre com acolhimento e afeto. Em 2023, recebeu o Prêmio Jabuti pelo livro “Doçura”. Seus livros circulam em Portugal e na Espanha, ampliando seu alcance internacional. Atua como palestrante, curadoria literária e formadora de professores. Emília acredita na leitura como abraço, um encontro que fortalece vínculos e transforma vidas.
Natural da Espanha, Felisa Presas imigrou para o Brasil aos 3 anos de idade, acompanhando os pais, que buscavam melhores condições de vida. Empresária do ramo de joias há mais de 40 anos, é uma mulher que nunca se contentou em apenas cuidar da família e do lar. Já chegou a administrar 11 lojas distribuídas em todos os shoppings de Salvador. Hoje, como uma trajetória sólida e bem-sucedida no mercado, concentrou sua atuação em apenas uma loja: a do Shopping Barra, onde a lojista tem orgulho de ser pioneira, firmando uma parceria duradoura que contribui para o crescimento de ambos.
Nascida em Paripiranga, no Sertão da Bahia, Georgina Maynart faz parte de uma família de mulheres fortes, que a ensinou a nunca desistir e correr atrás dos próprios objetivos. Aos 16 anos ingressou no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Teve sua primeira experiência profissional na TVE Bahia e, anos depois, foi para Rede Bahia, onde construiu a maior parte dos seus quase 30 anos de carreira, acumulando mais de 16 prêmios de jornalismo. Já atuou em todos os telejornais da emissora e fez história ao se tornar a primeira âncora negra do Jornal da Manhã. Atual apresentadora e editora-chefe do programa Bahia Rural, descobriu ser apaixonada pelo universo agro e busca sempre atualizar seus conhecimentos por meio de leituras e especializações.
Cantora, atriz, compositora e apresentadora, Larissa Luz tem a sua trajetória marcada pela coragem e criatividade. Filha de uma professora de literatura, descobriu ainda na infância sua vocação artística. Uma multiartista de sucesso, antes da carreira solo integrou a consagrada banda Ara Ketu. No teatro, viveu um dos maiores divisores de águas da vida artística e pessoal ao protagonizar a cantora Elza Soares. No programa Saia Justa, levou ao debate público questões urgentes e que atravessam a vivência de mulheres e pessoas pretas. Para ela, a arte é uma luz. Um instrumento de cura e transformação.
Apaixonada por gente, Mariana Paiva cresceu cercada por livros e decidiu ainda criança que seria escritora, inspirada por Mabel Velloso, que mais tarde se tornou também uma grande parceira em sua trajetória literária. Formada em jornalismo e autora de sete livros, ela construiu uma carreira marcada pela sensibilidade e pelo compromisso com temas sociais delicados, como violência contra a mulher, abuso infantil e invisibilidade feminina. Sua escrita é movida pelo desejo de dar voz a histórias reais e promover empoderamento e representatividade. Ela enxerga na arte uma forma de compreender e transformar o mundo, contribuindo para uma sociedade mais justa e humana.
Formada em Administração de Empresas e pós-graduação em Marketing pela FGV, Mirela Gedeon Cubilhas lidera estratégias comerciais e de marketing voltadas ao desenvolvimento de projetos de varejo e centros de conveniência, atuando em diferentes fases, desde o planejamento até a operação e gestão integrada dos empreendimentos. Ao longo de sua carreira, ela participou da implantação e desenvolvimento de grandes empreendimentos comerciais na Bahia, no Brasil e no exterior. Atualmente é sócia-diretora da Enashopp, especializada em consultoria, administração, comercialização e gestão de shopping centers e empreendimentos comerciais no Brasil. Sustentada pela fé em Deus, enfrentou a luta contra o câncer sem se deixar abater. Apaixonada pela vida, segue firme, sem perder a ternura e espalhando alegria por onde passa.
Reconhecida como uma das principais lideranças da comunicação no estado, a jornalista e também museóloga Zuleica Andrade construiu uma sólida trajetória de mais de 30 anos no jornalismo televisivo baiano. Destacou-se na televisão ao exercer praticamente todas as funções de uma redação, chegando ao cargo de diretora de jornalismo da Band Bahia e da BandNews FM. Ao longo da sua carreira, teve papel importante na formação de diversos profissionais que ganharam projeção no telejornalismo, além de idealizar projetos inovadores como o programa Band Mulher, com abordagem feminina inédita na TV aberta baiana, e o podcast Nossa Gente, voltado a entrevistas com personalidades negras. Participou ainda de coberturas marcantes, como a canonização de Santa Dulce, em Roma, e de ações solidárias durante as fortes chuvas na Bahia. Atualmente também integra o conselho consultivo da Associação Bahiana de Imprensa (ABI). Inspirada pela mãe e pela filha, Zuleica valoriza a força feminina e a superação.


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