Criolo. Foto: Fernando Schlaepfer

Quinze anos depois de seu lançamento, Criolo volta aos palcos em uma turnê especial de “Nó na Orelha”. Lançado em 2011, o álbum marcou um novo momento na música brasileira ao reunir rap, samba, bolero, afrobeat, reggae e ritmos latinos em um mesmo repertório, ampliando as fronteiras do hip-hop e aproximando diferentes públicos.

Após dar o pontapé inicial em São Paulo, a turnê já tem data confirmada em Salvador, durante a programação do AFROPUNK Brasil, no dia 8 de novembro, no Parque de Exposições. Em 2026, as canções que atravessaram gerações ganham uma nova celebração ao vivo.

A turnê nasce como resposta à demanda do público pelo disco e propõe uma viagem fiel pelo repertório de “Nó na Orelha”, preservando seus arranjos originais. A direção artística é assinada por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, produtores do álbum, que retornam ao projeto 15 anos depois de sua criação.

“É uma turnê de agradecimento, genuinamente, a todos. As pessoas que construíram esse álbum estão nessa tour, assim como as pessoas que ficaram anos comigo, cantando nos palcos da vida. O Nó na Orelha sempre foi maior que todos nós, e a música é sempre maior que quem a cria, quem a executa e quem faz acontecer”, declara Criolo. “Nó na Orelha é um recorte de uma pessoa que nasceu no Brasil, nasceu numa favela e que não deixou de acreditar que a arte pode salvar uma vida”, completa.

No setlist as dez faixas do álbum ganham vida novamente, algumas se tornaram marcos da música brasileira contemporânea. “Subirusdoistiozin”, primeira música de trabalho do disco, tornou-se um clássico do rap nacional, com suingue e arranjos que renderam inclusive um curta-metragem. “Não Existe Amor em SP”, o segundo single, foi eleita a melhor canção nacional de 2011 pela Rolling Stone e emocionou o público do VMB com uma performance ao lado de Caetano Veloso.

“Freguês da Meia Noite” revelou o lado bolero do artista, enquanto “Bogotá” abriu o disco com uma cara mais voltada ao soul e recheada de percussão. Juntas, essas canções mostraram um Criolo capaz de transitar entre universos musicais sem perder a coerência poética, e de falar sobre a cidade, a periferia e o amor de um jeito que atravessou fronteiras de gênero e geração.

No VMB 2011, da MTV Brasil, o trabalho venceu as categorias de Melhor Álbum, Música do Ano com “Não Existe Amor em SP” e rendeu ao cantor o prêmio de Artista Revelação. Criolo também foi premiado na categoria Revelação pelo júri da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e venceu o Prêmio Faz a Diferença na categoria Música. O disco foi considerado o melhor álbum pela revista Rolling Stone.

Criolo. Foto: Fernando Schlaepfer

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