Cristina Sá. Foto: Divulgação

Baseado em histórias reais vividas ao longo de anos de atendimento clínico, a ginecologista e sexóloga Cristina Sá lançou o livro “O que sua mãe não te contou e você precisa contar para sua filha”, com o intuito de transformar silêncio em conversa, vergonha em informação e distância em vínculo. A publicação reúne experiências de mulheres que, apesar de viverem em contextos diferentes, compartilham um ponto em comum: a falta de diálogo sobre o próprio corpo, o prazer, o desejo e a identidade.

O livro dialoga diretamente com diferentes recortes geracionais: avós da geração baby boomer, mães das gerações X e Y e filhas das gerações Z e Alpha. Em um cenário em que até sete gerações podem coexistir, a obra propõe um movimento claro: romper o ciclo do silêncio intergeracional e construir uma nova cultura de diálogo.

Entre os temas abordados estão: educação sexual, identidade e diversidade, primeiras experiências, prazer e desejo, corpo e autoestima, mitos culturais e relações familiares. Tudo tratado com linguagem acessível, sem julgamento e com foco em informação qualificada e acolhimento. “Ele se apresenta como uma experiência compartilhada, um ponto de partida para conversas que podem transformar relações. Um verdadeiro convite para sentar à mesa e falar sobre o que, por muito tempo, ficou em silêncio”, sugere Cristina Sá.

Ao final, a autora apresenta ferramentas que ajudam a iniciar e sustentar diálogos que muitas vezes nunca aconteceram. Entre elas, jogos de perguntas para conversas semanais em família; frases de abertura para evitar travas no diálogo; exercícios de escuta e troca; propostas de cartas terapêuticas, que, inclusive, surgem como um dos momentos mais sensíveis da obra.

Ao longo dos capítulos, Cristina provoca reflexões diretas: A falta de educação sexual protege quem? O que acontece quando ninguém fala e o corpo aprende a se calar? Como construir autoestima íntima quando crescemos aprendendo a esconder o corpo?

A autora também traz um olhar contemporâneo ao abordar o chamado “silêncio digital”, ao lembrar que, na ausência da família, outras vozes ocupam esse espaço. “O TikTok vai falar antes de você. A questão é: o que você quer que sua filha escute primeiro?”, provoca.

Cristina Sá. Foto: Divulgação

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