
No último sábado (22), o TEDx Praia do Forte e a Muri promoveu uma iniciativa de sustentabilidade com o plantio de mais de 100 árvores nativas na entrada de Praia do Forte, no Litoral Norte da Bahia. O objetivo é deixar um legado ambiental do evento para a região, contribuindo para a regeneração de ecossistemas e a conscientização sobre a importância da preservação da Mata Atlântica. Além disso, a ação também visa proteger espécies ameaçadas, como a preguiça-de-coleira e o ouriço-preto, que dependem de florestas bem preservadas para sobreviver. Em conversa com o Anota Bahia o diretor da Muri, Daniel Cady falou um pouco sobre a importância do reflorestamento e da conscientização ambiental.
Em meio a tanta perda de áreas verdes nas cidades e a crise climática se alastrando, qual a importância de ter um evento como esse e promover o reflorestamento?
“Hoje é o Dia Mundial da Água, e água se planta. Para ter água, tem que ter floresta, tem que ter árvore. A ideia desse movimento aqui que a gente criou, foi um convite de Ricardo, do TEDx Praia do Forte, e ele falou ‘vamos fazer um legado, vamos fazer um reflorestamento’. A Praia do Forte é um incrível, mas tem sofrido muito com alguns desmatamentos. As pessoas estão chegando, trazendo a cidade, e estamos aqui para trazer a importância de plantar, de manter as árvores, de sermos protagonistas e fazer isso em casa, nos condomínios. Estamos com a missão de preservar, mas também de fazer. É fácil a gente reclamar, mas vamos fazer também, meter a mão na terra, plantar, multiplicar a ideia e polinizar isso na cabeça das pessoas para que a gente participe disso em grupo e coopere. A vida é cooperação, não competição. A gente precisa fazer isso com o maior número de pessoas e envolver os jovens e os mais velhos”, disse Daniel Cady.
É importante ressalta que isso não é um evento único, mas um evento que vai influenciar e fazer com que a ação continue e tenha novos desdobramentos.
“A ideia é que isso aqui seja algo pontual para a gente inspirar, influenciar e para que mais pessoas façam eventos, e em contrapartida do evento, já que todo evento gera um impacto, por que não plantar uma área próxima ao evento? A ideia é que a gente tenha essa mentalidade de fazer, recompensar, de plantar e fazer com que esse movimento cresça de forma descentralizada. Não é só o Daniel, não é só o Ricardo, temos que voltar a ter esse senso de comunidade, de grupo e dos bairros. A gente precisa se reorganizar, se unir”, afirmou Cady.

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