Dias Toffoli. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, não participará do julgamento que vai decidir, nesta sexta-feira (13), a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, após se declarar suspeito. Segundo ele, a saída acontece pela existência de “correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF”, em decorrência de “foro íntimo, a partir desta fase investigativa”. O ministro também se declarou suspeito para julgar o mandado de segurança que pretende obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros. O ministro é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela Polícia Federal.

Com a decisão, o ministro Cristiano Zanin, também do STF, foi escolhido como novo relator da CPI, via sorteio pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da corte. O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), o qual alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Cristiano Zanin. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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