
O dólar encerrou esta terça-feira (22) praticamente estável diante do real, em um pregão marcado pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), pela movimentação dos preços do petróleo e pelas expectativas dos investidores sobre os próximos passos dos juros no Brasil. A moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 5,103, com queda de 0,11%.
A movimentação aconteceu após o Banco Central detalhar a decisão de reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 13,75% ao ano. Na ata, o Copom apontou que a atividade econômica apresenta sinais de desaceleração e que a inflação segue no radar, mas destacou as incertezas que permanecem no cenário doméstico e internacional. O documento indica que novas decisões sobre os juros dependerão da evolução dos indicadores econômicos.
No exterior, o petróleo também influenciou o comportamento dos mercados. O Brent, referência internacional, terminou o dia abaixo dos US$ 100 por barril, em meio às expectativas sobre possíveis negociações entre Estados Unidos e Irã e às tensões geopolíticas no Oriente Médio. Como o petróleo tem peso importante na economia global, suas oscilações costumam afetar moedas, bolsas e expectativas de inflação.
O euro também teve pouca variação nesta terça-feira. A cotação de referência da PTAX ficou em R$ 5,8487, enquanto no pregão anterior havia sido de R$ 5,8626. No mercado comercial, a moeda europeia chegou a ser negociada próxima de R$ 5,85. Além do câmbio, a Bolsa brasileira fechou o pregão em alta. O Ibovespa avançou 0,44%, aos 187.422 pontos. Nos Estados Unidos, o desempenho foi misto, com o Nasdaq renovando máxima, enquanto o Dow Jones terminou a sessão em queda.
Para o investidor brasileiro, o comportamento do dólar continua ligado a uma combinação de fatores. No mercado doméstico, inflação, juros e situação fiscal estão entre os principais pontos acompanhados. No exterior, decisões do governo norte-americano, conflitos geopolíticos, preços do petróleo e as condições da economia mundial também podem provocar mudanças nas cotações.

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