
O dólar comercial caiu para R$5,06 nesta quinta-feira (9), atingindo o menor valor em dois anos, enquanto a Bolsa de Valores brasileira bateu novo recorde histórico. O movimento foi impulsionado pelo alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente diante de sinais de diálogo entre Israel e Líbano, o que aumentou o apetite global por risco e beneficiou mercados emergentes.
A moeda norte-americana encerrou o dia com queda de 0,77%, acumulando desvalorização anual de 7,75% frente ao real. Durante a tarde, chegou à mínima de R$5,05, refletindo o enfraquecimento global do dólar e a melhora no cenário externo. Investidores reagiram positivamente a indicações de avanço diplomático na região, incluindo relatos de que o presidente dos Estados Unidos teria solicitado a redução de ataques por parte de Israel.
No mesmo contexto, o Ibovespa avançou 1,52% e fechou aos 195.129 pontos, alcançando pela primeira vez o patamar dos 195 mil pontos. Este foi o oitavo pregão consecutivo de alta e o 15º recorde registrado pela Bolsa em 2026. O desempenho foi sustentado pela entrada de capital estrangeiro e pela valorização de ações de grandes empresas, como bancos e petroleiras.
Já os preços do petróleo oscilaram ao longo do dia, com alta moderada no fechamento. O barril do tipo Brent subiu 1,23%, cotado a US$95,92, enquanto o WTI avançou 3,66%, a US$97,87. Apesar disso, os preços perderam força diante da expectativa de redução das tensões na região, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

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