
O dólar fechou em queda de 1,07% nesta terça-feira (27), cotado a R$ 5,349, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 0,51%, aos 175.710 pontos. O movimento ocorreu um dia após a forte turbulência provocada pela reação do mercado financeiro à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A moeda norte-americana havia disparado 8,21% na segunda-feira (26), encerrando o pregão a R$ 5,403 e registrando sua maior alta percentual diária desde janeiro de 1999. Na sessão seguinte, chegou à mínima de R$ 5,316 durante a manhã, em um movimento de correção após a valorização expressiva.
Na Bolsa, o cenário foi diferente. Depois de cair 13,88% na véspera e acionar o mecanismo de interrupção temporária das negociações, conhecido como circuit breaker, o Ibovespa voltou a fechar no vermelho, pressionado pela cautela dos investidores diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Entre as preocupações do mercado estão a condução da política fiscal e a indefinição sobre quem comandará o Ministério da Fazenda no próximo governo. Na terça-feira, o ministro Dario Durigan reafirmou o compromisso do governo com o cumprimento da meta fiscal e afirmou que a proposta será discutida com o Congresso Nacional.
As ações da Petrobras também pressionaram o índice, acompanhando a queda de 1,20% do petróleo Brent, que encerrou o dia cotado a US$ 109,41 por barril. Os papéis da companhia recuaram 2%. Apesar da recuperação do câmbio, a sessão indicou que a volatilidade continuava presente nos mercados brasileiros após a mudança no cenário político. Em 2026, o dólar acumulava queda de 2,55%, enquanto o Ibovespa permanecia próximo dos menores níveis desde agosto.
Os dados foram divulgados pela Agência Brasil, com informações da Reuters.

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