Dólar. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro encerrou a quarta-feira (8) sob influência do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Enquanto o dólar fechou em leve queda frente ao real, a Bolsa brasileira recuou quase 1%, pressionada pelo maior nível de aversão ao risco entre os investidores. Já o petróleo registrou forte valorização, impulsionado pelo temor de impactos na oferta global da commodity.

A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,148, com queda de 0,09%. Apesar do fortalecimento do dólar em relação a outras moedas emergentes, o real encontrou suporte na alta do petróleo, já que o Brasil é um dos principais exportadores da commodity. A valorização do produto melhora as perspectivas para as contas externas do país e ajuda a reduzir a pressão sobre o câmbio.

Na Bolsa, o Ibovespa caiu 0,79%, encerrando o pregão aos 170.653 pontos. O desempenho refletiu o clima de cautela nos mercados internacionais diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, além das expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos por um período mais longo. As ações da Petrobras chegaram a ser beneficiadas pela alta do petróleo, mas não conseguiram impedir o recuo do principal índice da B3.

No cenário internacional, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reforçou as preocupações da autoridade monetária com a inflação, aumentando as incertezas sobre o início de um ciclo de redução dos juros. O documento contribuiu para manter elevados os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, fator que costuma fortalecer o dólar e reduzir o apetite por ativos de maior risco.

O destaque do dia ficou com o petróleo. O barril do tipo Brent avançou 5,20%, encerrando cotado a US$ 78,02, enquanto o WTI subiu 4,37%, para US$ 73,52. Os contratos atingiram os maiores níveis desde o fim de junho, refletindo a preocupação do mercado com novos ataques na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O receio de interrupções na oferta mundial voltou a elevar o prêmio de risco da commodity e manteve investidores atentos aos desdobramentos do conflito.

Dólar. Foto: Marcello Casal Jr

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