
O dólar voltou a cair nesta terça-feira (21) e encerrou o pregão no menor patamar desde 15 de junho, refletindo a combinação entre os juros elevados no Brasil e a valorização do petróleo no mercado internacional. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,073, com queda de 0,31%, acumulando recuo de 7,57% frente ao real em 2026.
A alta da commodity favoreceu moedas de países exportadores de petróleo, como o Brasil. O movimento ganhou força diante das tensões no Oriente Médio, que impulsionaram os contratos internacionais do Brent e do WTI pela terceira sessão consecutiva, aumentando a atratividade do real entre as moedas de mercados emergentes.
Outro fator que sustentou a desvalorização do dólar foi a manutenção dos juros elevados no país, que continuam atraindo investidores estrangeiros interessados em operações de carry trade. No desempenho diário, o real registrou a segunda melhor performance entre as principais moedas emergentes.
Na Bolsa brasileira, o Ibovespa encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, aos 173.325,65 pontos. O índice chegou a oscilar entre altas e baixas ao longo do dia, em um pregão marcado pelo baixo volume de negócios e pelas incertezas geopolíticas.
As ações da Petrobras ajudaram a conter perdas mais acentuadas, acompanhando a valorização do petróleo. No exterior, as bolsas de Nova York fecharam em alta, impulsionadas principalmente pelo setor de tecnologia.

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