Dólar.
Dólar. Foto: Valter Campanato.

A instabilidade marcou o primeiro pregão do mercado financeiro após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O resultado do segundo turno, no último domingo (25), mudou a realidade esperada pelos detentores e compradores dos ativos, frente a outras propostas que interferem no juros, câmbio e contas públicas. Os investidores que apostaram com base no primeiro turno, reavaliam os possíveis efeitos do quarto mandato do petista.

Na última segunda-feira (26), o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403. Durante o dia, a divisa chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,60, mas perdeu força com a entrada de recurso de exportadores e a realização de lucros. A cotação final foi a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999.

Já o índice Ibovespa sofreu bastante com a volatilidade. A bolsa brasileira fechou em baixa de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, no menor nível de fechamento desde 31 de agosto. Apesar de apresentar a maior queda diária desde 2020, durante a pandemia do Covid-19, o índice continua com valorização de 9,61% em 2026.

Durante a manhã, o índice chegou a recuar mais de 17%, atingindo 169.516,43 pontos. Para controlar a queda, a B3 colocou os ativos em circuit breaker para fazer com que os investidores reavaliem suas decisões e reduzir o risco de movimentos desordenados de compra e venda. O resultado do dia eliminou os ganhos de outubro.

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Dólar. Foto: Lee Jae-Won.

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