
A aprovação da regulamentação do uso do Plasma Rico em Plaquetas (PRP) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) é considerada um importante avanço para a medicina regenerativa no Brasil. A decisão estabelece critérios para indicação, preparo e aplicação da técnica, ampliando a segurança dos pacientes e oferecendo maior respaldo aos profissionais que atuam com o tratamento.
Para o médico ortopedista Dr. David Sadigursky, baiano, com atuação em Salvador, cofundador da Clínica Omane e da Ortho Bios, a medida representa um marco para a consolidação de uma prática médica baseada em evidências científicas e em protocolos bem definidos.
“Representa um marco importante na medicina brasileira. Regulamentar não significa banalizar. Como médico ortopedista, acompanho a evolução das pesquisas do PRP há muitos anos. A regulamentação traz critérios claros que sempre defendemos para indicação, aplicação e preparo, aliando a segurança dos pacientes ao respaldo dos médicos que atuam na área”, afirma.
Segundo o especialista, o sucesso do tratamento vai muito além da aplicação do concentrado de plaquetas. “Diversos fatores influenciam o resultado final, como a dose de plaquetas, a concentração celular, o volume utilizado, o local de aplicação, o preparo do produto e até mesmo a orientação dada ao paciente durante o processo. Um protocolo bem estruturado exige mais do que técnica: exige compreender a biologia por trás do tratamento e acompanhar a evolução do paciente de forma completa”, explica.
Dr. David Sadigursky destaca ainda que a aprovação da regulamentação reforça a responsabilidade dos profissionais que utilizam a técnica. “Com a aprovação do PRP pelo CFM, cresce também a responsabilidade de fazer bem-feito. Boa indicação, preparo adequado, técnica correta e integração com outras formas de tratamento fazem diferença no resultado. Regulamentar é organizar, orientar e proteger o paciente”, ressalta.
Para o ortopedista, o tratamento deve sempre estar associado a um diagnóstico preciso, à seleção adequada dos pacientes e a um plano terapêutico individualizado. “Esse é um avanço importante para fortalecer uma medicina baseada em evidências”, conclui.

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: Threads, Google Notícias, Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn e Spotify


