
Por meio da Secretaria Municipal do Mar (Semar), a Prefeitura de Salvador vai implantar um sistema de boias marítimas de proteção na praia do Porto da Barra. A linha de boias será posicionada a cerca de 100 metros da faixa de areia, criando uma área delimitada para banho e restringindo o acesso de embarcações motorizadas, como lanchas e motos aquáticas, ao espaço destinado aos frequentadores da praia.
O projeto já conta com aprovação dos órgãos responsáveis e encontra-se na fase final de encaminhamentos administrativos. A contratação será realizada por meio de pregão eletrônico, em articulação com a Secretaria Municipal de Governo (Segov) e a Secretaria Municipal de Gestão (Semge). A iniciativa ainda conta com importante parceria da Capitania dos Portos e da Companhia independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa).
Com exclusividade ao Anota Bahia, a titular da Secretaria do Mar, Duda Lomanto, explicou que o Porto da Barra foi o local escolhido para estrear a ação em decorrência da sua relevância, sendo um dos mais simbólicos cartões postais da cidade, e pelo alto fluxo de turistas que recebe. Segundo ela, a proposta é garantir uma maior segurança aos banhistas e melhorar o ordenamento do espelho d’água, garantindo que tenha lugar para todos no mar soteropolitano.
“Temos que começar a respeitar e ter o bom senso de olhar para o mar e olhar a nossa Baía de Todos-os-Santos sob todos esses aspectos. Buscamos poder proporcionar às famílias, e aos turistas, um banho tranquilo e em águas que são extremamente paradas, excelente para o mergulho”, afirmou.
A secretária ainda apontou que o modelo adotado para a ação é consolidado com excelência em diversos lugares do mundo. Inclusive, a Fundação Baía Viva, presidida pela advogada e empresária Isabela Suarez, instalou uma estratégia similar na Ilha dos Frades. Para o futuro, Lomanto revela que a ideia inicial é dar continuidade ao projeto na Praia da Preguiça e na Praia da Ribeira.
Além da instalação das boias, a titular da Semar afirma que ao lado esquerdo da praia, próximo ao farol, a rampa passará por um processo de requalificação. A área não contará com a presença das boias, visando oferecer um acesso adequado das embarcações, canoas e esportes náuticos, de forma a garantir a utilização do espaço sem afetar a dinâmica do banhistas e do ecossistema marinho existente.
“Com esse alto fluxo turístico que acontece, precisamos ter um cuidado com os banhistas. Temos feito todo um processo de educação e sensibilização, com os turistas e soteropolitanos, para não entrar no mar após ingerir bebidas alcóolicas e não entrar no mar que você não conhece. Tem a questão da profundidade, tem a questão das correntezas, então é preciso realmente ter um cuidado e essas boias são para aumentar a segurança de todos”, declarou Duda Lomanto.
Sustentabilidade e proteção
O projeto também vai ampliar a proteção do Parque Marinho da Barra, primeira unidade de conservação marinha municipal contígua ao continente, localizada entre o Farol da Barra e o Forte de Santa Maria. Em paralelo com as boias, também serão instaladas câmeras para o monitoramento do comportamento das embarcações. As imagens e informações captadas serão enviadas à Capitania dos Portos e a Coppa, para a identificação de irregularidades.
A aproximação de lanchas e jet skis gera riscos ao ecossistema marinho. Com a ação, a Semar também contribui para a preservação da rica biodiversidade da área, que concentra também um patrimônio cultural subaquático relevante, com três naufrágios históricos — sítios arqueológicos nacionais tombados.

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