Uneb. Foto: Daniela Rodrigues/ GOVBA.

A EDUNEB, a Editora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), se prepara para lançar 22 novas obras, de forma coletiva, no próximo dia 15 de dezembro, no Teatro do Campus I, em Salvador. As publicações tratam de temáticas diversas, como filosofia, comunicação, formação de professores, práticas de gestão e história. Os textos refletem um recorte da produção recente de pesquisadores e pesquisadoras — tanto internos quanto externos — nas áreas de ciências humanas, ciências sociais e letras. O evento contará com a presença dos autores.

Dentre os títulos, está ‘A Comunicação Afrodiaspórica Decolonial De Mulheres Negras Brasileiras Nas Redes Digitais’, da professora do curso de Jornalismo em Multimeios, Ceres Santos. A pesquisa apresenta a comunicação afrodiaspórica decolonial que vem sendo praticada por quatro entidades brasileiras de mulheres negras: Instituto Odara (BA), Flores de Dan (BA), ONG Criola (RJ) e Associação das Mulheres Rendeiras de Petrolina (Pernambuco).

A obra alcança a dimensão de afetos presente nos conteúdos dessas quatro instituições – considerando que essa perspectiva emocional ainda não é alvo dos estudos de comunicação. “A comunicação feita por mulheres negras tem especificidades, os meios de identificação e análises dessas comunicações também precisam ser diferenciados para que não se apaguem pegadas preciosas. Espero que o livro contribua para novas pesquisa para continuarmos aprofundando o impacto dessas singularidades no campo da Comunicação”, conta Ceres.

Dentre os livros a serem lançados está também ‘A Escravidão no Subúrbio da Cidade do Salvador: identidade, trabalho e famílias negras na freguesia de Paripe, Bahia 1850-1882’ do professor de história da rede municipal de Salvador, Carlos Augusto Fiuza.

A obra investiga a escravidão colonial brasileira, no período entre 1850 e 1882, a partir de uma perspectiva ainda pouco explorada pela historiografia baiana: através do modo de vida dos trabalhadores e trabalhadoras na condição de escravizados da freguesia de Paripe.

“Com foco nas experiências em que esses escravizados estiveram inseridos, identificamos, mediante um exame de corpus documental, as possíveis vítimas de tráfico após a lei de 1831 (Abolição), bem como relações que contribuíram para a formação de famílias negras no cativeiro da freguesia de Paripe”, explica Carlos Augusto.

Professora Ceres Santos. Foto: Divulgação

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