Thais Nascimento e Alais da Silva. Foto: Reprodução.
Thais Nascimento e Alais da Silva. Foto: Reprodução.
Arraiô

Neste mês de março, celebrou-se o Dia Internacional da Mulher, uma data histórica para notar os avanços e caminhos a serem trilhados rumo a uma sociedade mais justa e igualitária. Um dos assuntos que ainda carecem ser abordados com maior empenho é a maternidade homoafetiva

Pensando nisso, o Anota Bahia entrou em contato com Alais da Silva e Thais Nascimento, que, além de estarem à frente do CISVIVER, núcleo de saúde em Salvador voltado para medicina preventiva, com equipe multiespecialista com foco na qualidade de vida e longevidade, aguardam o seu primeiro filho. 

“Começamos a amadurecer essa ideia de maternidade em 2018 quando fomos pela primeira vez a uma clínica de reprodução humana para entender o processo. Foi neste ano que decidimos e fizemos a primeira tentativa. Sabíamos que as chances de conseguir um resultado positivo era menor que 50%. Acreditávamos que iria dar certo, mas não foi desta vez”, disseram.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o casal precisou interromper temporariamente as tentativas. “Em 2021, retomamos o processo. Consideramos que este tempo foi essencial para que pudéssemos realmente nos preparar para a chegada do nosso filho. Logo, em setembro embarcamos para São Paulo para a realização da transferência do embrião e voltamos com esta semente que hoje pulsa em nossas vidas e nos traz a esperança de um mundo melhor, livre de desigualdades e preconceitos”, contaram.

Em uma família, o amor basta. Apesar da temática da maternidade homoafetiva ainda ser pouco discutida em nossa sociedade, Alais e Thais representam, juntas, a simplicidade do afeto. “Sem muitos referenciais sobre o tema, fomos traçando este caminho porque acreditamos que somos capazes de constituir uma família, e podemos entregar o que há de mais valioso a um filho, o nosso amor mais puro”, pontuaram.

Os desafios, no entanto, ultrapassam a vida pessoal. Alais e Thais comentaram também sobre a gestão conjunta do CISVIVER. “Poderíamos dizer que foi o nosso primeiro filho (risos). Iniciamos este projeto quando estávamos morando em Montreal, no Canadá. Com o ensejo de desenvolver um serviço de excelência começamos a colocar no papel este projeto dos sonhos que temos consolidado dia após dia, desde 2016. Enquanto mulheres, sabemos que temos muito a contribuir para a sociedade, bem como para a economia”, explicaram. 

De férias em Nova Orleans, na Luisiana, elas relembraram um pouco da história que estão traçando juntas, e celebraram a chegada cada vez mais próxima do primeiro filho. “O nosso filho foi muito desejado, e sentimos que este amor se multiplica a cada dia que passa. A cada semana, a cada ultrassonografia ou a cada chute na barriga, confirmamos que ele nos escolheu para trazer mais esperança e principalmente luz para as nossas vidas! Somos realmente muito privilegiadas”.

Por fim, Alais e Thais deixaram uma mensagem de esperança para o futuro. “Neste mês das Mulheres, desejamos que consigamos lidar com o nosso lado sabotador, que acha que nem sempre estamos prontas ou somos boas o suficiente. Que possamos cada vez mais nos posicionar e tornar a igualdade de gênero uma realidade”, finalizaram.

Thais Nascimento e Alais da Silva. Foto: Reprodução.

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