Bryan Behr. Foto: Divulgação
Bryan Behr vive um dos momentos mais simbólicos da carreira com o lançamento de Bela Vista, 133, quarto álbum de inéditas que transforma em música um período de mudanças pessoais e profissionais. Batizado com o endereço do apartamento onde a maior parte das faixas foi composta e gravada, o disco marca a despedida do artista de São Paulo e o retorno às origens, em Santa Catarina. Lançado de forma independente, o projeto aposta em canções contemplativas, que falam de amor, saudade, recomeços e da busca por um novo significado para a palavra “casa”.Indicado ao Grammy Latino em 2023 e dono de sucessos nas plataformas digitais, Bryan chega a essa nova fase com mais maturidade artística e criativa. Em entrevista ao Anota Bahia, ele fala sobre o processo de criação do álbum, a mudança de cidade, os desafios da independência, a relação com o público baiano e os planos para a turnê de Bela Vista, 133.“Bela Vista, 133” leva o endereço onde grande parte das músicas foi criada. Como esse apartamento acabou se tornando um personagem tão importante na construção do álbum?A ideia de mudança surgiu quase que ao mesmo tempo do início do álbum, praticamente todas as músicas nasceram e foram gravadas ali, essas 12 faixas foram trilha sonora desse movimento, dessa despedida. O álbum e as sessões de terapia também trouxeram o questionamento do que de fato significa casa pra mim.Você define esse trabalho como uma despedida de São Paulo e um recomeço em Santa Catarina. O que essa mudança transformou na sua forma de compor e de enxergar a própria carreira?Sempre enxerguei São Paulo como trabalho, era muito difícil descansar. É um lugar com outro ritmo, outro tempo. Florianópolis é um lugar onde consigo descansar, estar mais perto da família e criar sem pressa.Este é um álbum lançado de forma independente e que, segundo você, respeitou o tempo de cada canção. O que essa liberdade permitiu fazer que talvez não fosse possível em outros momentos da sua trajetória?De tudo um pouco, selecionar repertório, testar e brincar o quanto a gente quisesse, e por aí vai..“Concreto, Ferro e Saudade” foi escolhida como a faixa de destaque do projeto. O que ela representa dentro da narrativa de “Bela Vista, 133”?Ela apresenta o álbum muito bem, fala de São Paulo e de uma certa dificuldade de me adaptar ao tempo das coisas por lá.Depois da indicação ao Grammy Latino, de sucessos nas plataformas digitais e de diferentes fases na carreira, em que momento artístico você acredita estar hoje?Me sinto feliz, mais maduro e preparado pra lidar com todos os desafios que envolvem colocar minha arte no mundo.Você costuma dizer que este é um álbum para ser ouvido de forma contemplativa. Em um mundo cada vez mais acelerado, qual é a importância de criar músicas que convidem o público a desacelerar?Nossa atenção nunca foi tão disputada, essa coisa frenética dos conteúdos e das informações está, de forma nociva, cansando nossa mente.  Desacelerar é importante pra olhar pra dentro, pra se conhecer e poder contemplar as coisas ao nosso redor.A Bahia é um estado conhecido pela força da sua música e por um público muito receptivo a diferentes estilos. Como você enxerga a relação do seu trabalho com o público baiano e existem planos de trazer a turnê “Bela Vista, 133” para Salvador?O último show em Salvador foi lindo, sempre dá vontade de ficar. Quem sabe a próxima mudança não seja essa! Rs.Se pudesse escolher um artista baiano para dividir uma música ou um show, quem seria e por quê?Amo Luedji Luna e Melly, seria uma honra! Elas tem uma voz ímpar e um som próprio, muita personalidade.
“Capa Bela Vista, 133”, de Bryan Behr. Foto: Divulgação
Bryan Behr. Foto: Divulgação
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