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Cristóvão Neto – empresário revela detalhes da realização do show da Sorriso Maroto em Salvador

    Cistóvão Neto. Foto: Divulgação

    O Sorriso Maroto está viajando o Brasil com o show “Sorriso Eu Gosto no Pagode” e neste sábado (1º), o grupo desembarca na capital baiana com a verdadeira roda de samba, em um palco 360°. A apresentação será no Centro de Convenções Salvador e será a primeira com o novo repertório que inclui algumas faixas do projeto “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B”. Mais intimista e próximo do público, o show reúne músicas não autorais como fazia há 28 anos.

    São canções, por exemplo, do Exaltasamba e Soweto – como foi gravado no “Sorriso Eu Gosto no Pagode – Vol. 2” e músicas que o grupo gravou no “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Vol.1”, quando na época convidaram 22 artistas do pagode e do samba. Mas também haverá espaço para faixas autorais como “Ela”, hit do volume 1, e “80 Anos”, música inédita do volume 2. Em entrevista ao Anota Bahia, o empresário Cristóvão Neto, sócio do Grupo Onda, detalhou os bastidores, inovações e surpresas do novo projeto.

    Fazem parte ainda do set list, sucessos do Fundo de Quintal, vindos do Volume 3 do projeto – que ganhou o Grammy Latino em 2025 de Melhor Álbum de Samba/Pagode –, clássicos do Só Pra Contrariar e Raça Negra, gravados no Volume 4 e algumas músicas antigas do Sorriso, regravadas num quinto álbum da série, “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B”, com participações de artistas consagrados e da nova geração.

    Salvador recebe agora o “Sorriso Eu Gosto no Pagode”, um projeto diferente dos shows tradicionais da banda. O que fez vocês apostarem nesse formato para a cidade?

    Salvador é uma cidade que respira musicalidade e tem uma energia incomparável para o samba e o pagode. A escolha de trazer o projeto para cá foi super natural porque o público baiano valoriza essa troca de calor humano. Neste ano, a turnê foge do formato tradicional de arena, que acaba sendo mais distante, adotando um estilo em que o público se sente ‘abraçado’ pela banda.

    Um dos destaques é o palco 360 graus. Do ponto de vista da produção, quais são os principais desafios para montar uma estrutura como essa?

    Em um palco tradicional, existe um ‘fundo’ em que conseguimos organizar fiação, equipamentos técnicos e toda a infraestrutura necessária. No palco 360°, isso não existe. Pra funcionalidade não ficar totalmente exposta, o grande desafio é criar uma engenharia invisível e, ao mesmo tempo, garantir que o som chegue com qualidade a todos os setores, que a iluminação funcione de todos os ângulos sem ofuscar a plateia e que os artistas consigam transitar de forma fluida, sem que a estrutura comprometa a visão de quem está assistindo.

    O público pode esperar uma experiência mais próxima dos artistas. Como essa configuração muda a dinâmica do show em comparação a um palco convencional?

    Em um palco frontal, o show tem uma direção única de comunicação. No formato 360°, a energia é circular, vira um verdadeiro ‘caldeirão’. A gente multiplica a área de contato entre o artista, que fica no centro de tudo, e o público, que o cerca por todos os lados. Para garantir essa sensação de ‘roda de samba’, nós rebaixamos e ajustamos a altura do palco para ficar o mais próximo possível das pessoas, claro, mantendo a segurança.

    O evento acontece no Centro de Convenções Salvador, um espaço que tem recebido grandes produções. O que esse local oferece para um espetáculo desse porte?

    O espaço é espetacular pela sua amplitude e pela infraestrutura que nos dá muita liberdade criativa. Para montar um projeto cenográfico como um palco central, precisamos de uma área que nos permita distribuir bem os acessos, criar ilhas de bares, banheiros e áreas de convivência sem gerar gargalos. Ele suporta o tamanho da nossa entrega técnica e ainda oferece aquele visual e a brisa da orla de Salvador.

    O projeto promete convidados especiais em cada cidade. Sem dar spoilers, vocês prepararam alguma surpresa para o público baiano?

    Toda boa roda de samba precisa ter amigos reunidos, e o Bruno já deixou claro que essa é uma premissa da turnê. Para Salvador, teremos pessoas incríveis que têm tudo a ver com a vibe do projeto. Mas não vou estragar a surpresa revelando os nomes agora.

    Além da estrutura de palco, que outros diferenciais de produção e conforto foram pensados para quem vai viver essa experiência?

    Desenhamos uma operação de bares robusta para evitar filas, investimos em sinalização clara, atendimento treinado e na criação de espaços para transição. Queremos que a pessoa chegue, compre sua comida e bebida e use os sanitários com tranquilidade, aproveitando a experiência da melhor maneira possível.

    Um evento desse tamanho movimenta uma cadeia enorme de profissionais. Quantas pessoas estão envolvidas na operação em Salvador e como funciona essa logística?

    São centenas de profissionais envolvidos direta e indiretamente, o que movimenta muito a economia local. É uma logística de meses que envolve equipes de arquitetura, montadores, técnicos de áudio e luz, segurança, limpeza e produtores operacionais. A dinâmica funciona como um relógio: temos um cronograma exato para o início da montagem, testes técnicos e alinhamento de equipe. O dia do show é apenas o momento de apertar o ‘play’ de um trabalho intenso de meses.

    O Sorriso Maroto tem uma ligação muito forte com o público baiano. Essa relação influencia no planejamento de um evento como esse?

    Influencia demais. O Sorriso e a Bahia têm uma relação histórica. Sabendo dessa paixão do público, nossa responsabilidade como produtores dobra. Então organizamos a casa pensando em uma plateia que vive o momento de forma intensa. Essa lealdade dos fãs nos motiva a entregar uma infraestrutura impecável para retribuir todo esse carinho.

    A expectativa de público é alta. Como vocês trabalham segurança, mobilidade e operação para que a experiência seja tranquila do início ao fim?

    Antes de tudo, trabalhamos com muita prevenção. Fazemos um planejamento estratégico junto aos órgãos competentes para definir as rotas de trânsito, organizar as áreas de embarque e desembarque de aplicativos e garantir a sinalização de todos os acessos. Internamente, a operação conta com rotas de emergência totalmente desobstruídas. Como o público se distribui ao redor de todo o palco, o fluxo de pessoas é planejado nos mínimos detalhes para evitar pontos de aglomeração nessas áreas.

    Depois de trazer um projeto tão diferente para Salvador, qual é a mensagem para quem ainda está em dúvida se vai ao evento?

    Se você ama pagode, música boa e quer viver uma tarde inesquecível, só venha! Não estamos falando de apenas mais um show, mas de uma imersão na trajetória de 28 anos do Sorriso Maroto e na história do pagode, num formato que raramente é visto com tanta proximidade. Estamos cuidando de cada detalhe para entregar uma experiência única. Podem vir de coração aberto, porque será um daqueles dias para ficar na memória.

    Sorriso Maroto. Foto: Washington Possato

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