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Lary – cantora e compositora revela desafio de transformar vivências de Anitta em seis faixas de Equilibrium

    Lary. Foto: Stefani Lima

    Com uma trajetória consolidada como cantora e compositora, Lary assina seis faixas de Equilibrium, novo álbum de Anitta, e teve participação decisiva na construção da narrativa do projeto. Presente nas duas partes do disco, a artista colaborou nas canções Ternura, Deus Existe, Não Me Cutuca, Tudo Isso, Deus Mãe e OKE, acompanhando de perto um processo criativo que buscou traduzir em música um momento de profundas transformações vivido pela intérprete.

    Mais do que escrever letras, Lary explica que o trabalho começou com um mergulho no universo de Anitta. Antes mesmo das melodias e versos ganharem forma, foi preciso compreender qual história a cantora desejava contar e quais sentimentos conduziam o conceito do álbum, que reúne diferentes camadas emocionais ao abordar temas como espiritualidade, ancestralidade, autoconhecimento, força feminina e relações afetivas.

    “Quando a gente entra em um projeto como esse, mergulha completamente no universo do artista. A Anitta compartilha muito do que está vivendo, das emoções, das dúvidas e das transformações que está passando. Ela se permite ser extremamente vulnerável, e isso dá à equipe criativa muitos elementos para trabalhar.”

    Segundo Lary, esse compartilhamento foi fundamental para que cada composição encontrasse seu próprio lugar dentro de Equilibrium. Embora as seis músicas apresentem sonoridades e propostas distintas, todas nasceram da mesma intenção: refletir diferentes momentos da jornada pessoal vivida por Anitta sem perder a unidade do projeto.

    A compositora afirma que uma das maiores preocupações durante o processo foi fazer com que cada faixa tivesse identidade própria, ao mesmo tempo em que dialogasse com o restante do repertório. Para ela, a autenticidade é um dos principais elementos para criar músicas capazes de despertar identificação no público.

    “Cada música acaba representando um aspecto diferente dessa jornada. Eu acredito que, quando a composição parte da verdade, fica muito mais fácil criar histórias que realmente emocionam e geram identificação com o público.”

    Ao longo do álbum, as canções transitam por diferentes emoções e perspectivas, mas compartilham a proposta de transformar experiências pessoais em narrativas universais. Para Lary, esse é justamente um dos maiores desafios de quem trabalha nos bastidores da música: construir um repertório que respeite a identidade do artista sem recorrer a fórmulas repetidas.

    Na visão da compositora, compreender quem é o intérprete naquele determinado momento da vida é o que permite que cada música encontre naturalmente sua linguagem e sua forma de se conectar com quem escuta.

    “Quando você entende quem é o artista naquele momento da vida, as músicas começam a encontrar seus próprios caminhos. Cada uma pede uma linguagem, uma emoção e uma forma diferente de se conectar com quem vai ouvir.”

    Além de contribuir para a construção de seis faixas, Lary destaca que participar de Equilibrium também representou um exercício de escuta, sensibilidade e colaboração. Para a artista, o resultado é um repertório que evidencia diferentes facetas de Anitta e reforça a importância do trabalho coletivo na criação de um álbum conceitual, em que cada composição cumpre um papel específico dentro da história que o disco se propõe a contar.

    Lary. Foto: Lukkas Marques

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