
Entrando em suas últimas semanas, 2025 foi um ano de transformações econômicas para o setor empresarial. Fatores internos e externos ao Brasil — à exemplo das tarifas impostas pelos Estados Unidos — exigiram do mercado uma mistura de resiliência, inovação e planejamento. Empresas e empreendedores de diversos portes e tickets enfrentaram um ano marcado por tributações e tensões comerciais, enquanto buscavam se destacar ao antecipar tendência, diversificar mercados e administrar demandas.
Pensando nisso, o Anota Bahia conversou com Mário Dantas, empresário que já passou pela liderança de importantes grupos para o estado, como a Associação Comercial da Bahia (ACB). Visionário e incansável, Mário é reconhecido por transformar conexões em oportunidades e encontros em movimentos que geram impacto real na economia baiana. À frente do LIDE Bahia, ele inspira empresários a irem além, promovendo ambientes estratégicos para o desenvolvimento de líderes e iniciativas que geram valor para toda a sociedade.
Conectando líderes empresariais e fortalecendo o ecossistema de negócios, o LIDE visa gerar oportunidades e promover princípios de livre iniciativa, além de governança corporativa ética. Cada um dos 39 setores econômicos abraçados pelo grupo é coordenado por um comitê formado pelos principais empresários e autoridades do país. No comando da regional da Bahia, Mário trabalha em prol do crescimento econômico e industrial, bem como da responsabilidade social.
– Como se iniciou a sua relação com o LIDE e como se deu a chegada do grupo na Bahia?
Minha relação com o LIDE nasce de uma convergência muito natural de valores. Sempre acreditei no poder da integração empresarial, do diálogo qualificado e da construção de ambientes onde líderes possam trocar experiências de forma estratégica e responsável. O LIDE BA foi criado inicialmente por empresários Paulistas. Me filiei ao LIDE BA logo no início de sua operação. Ao coordenar um fórum sobre oportunidades de investimentos na Bahia, pela FIEB, convidamos o LIDE para fazer parte. Fruto do sucesso deste Fórum, recebemos o convite para assumirmos a Unidade do LIDE na Bahia.
– Qual a importância de inspirar empresários a irem além e promover ambientes estratégicos para o desenvolvimento de líderes e iniciativas que geram valor para toda a sociedade?
Inspirar empresários a irem além é fundamental porque o papel do empresariado hoje ultrapassa a geração de lucro. Ele envolve liderança, responsabilidade social, visão de longo prazo e compromisso com o desenvolvimento coletivo. Ambientes estratégicos, como os que o LIDE promove, estimulam a troca de experiências, a formação de lideranças mais conscientes e a criação de iniciativas que impactam positivamente a economia, o mercado de trabalho e a sociedade como um todo. Quando líderes empresariais se conectam em torno de boas práticas e propósito, todos ganham.
– Em 2025 foi realizada a COP30, em Belém, e sustentabilidade é uma pauta presente no LIDE Bahia. Como o investimento em ESG se relaciona ao impulsionamento do mercado, especialmente na Bahia?
A COP30 colocou o Brasil — e o Norte e Nordeste em especial — no centro do debate global sobre sustentabilidade. O LIDE Bahia entende que sustentabilidade e crescimento econômico caminham juntos e tem trabalhado para que o empresariado faça sua voz ser ouvida. A imensa maioria dos Empresários atuam de forma responsável, com a sustentabilidade como essência. E com este objetivo realizamos, com grande sucesso, em parceria com a Associação Comercial da Bahia e o Ibrades o 3º Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade.
– Em um 2025 marcado por tributações, tensões comerciais e transformações econômicas, qual o balanço do LIDE para o ano empresarial baiano?
Foi um ano desafiador, sem dúvida. O ambiente macroeconômico exigiu muito planejamento, adaptação e diálogo. Ainda assim, o balanço é positivo. O empresariado baiano mostrou maturidade, capacidade de reinvenção e disposição para investir. O LIDE cumpriu seu papel ao criar espaços de debate qualificado, aproximar líderes do setor público e privado e estimular uma visão estratégica diante das incertezas. Mesmo em um cenário complexo, houve avanço em setores importantes e fortalecimento institucional.
– Você que lidera uma das principais plataformas de integração empresarial do estado e já presidiu a Associação Comercial da Bahia, quais as suas perspectivas para o mercado e empresariado em 2026?
Sou moderadamente otimista. Acredito que 2026 será um ano de consolidação de ajustes feitos nos últimos anos, com maior clareza regulatória e oportunidades em setores como energia, infraestrutura, agronegócio, tecnologia e economia criativa. O empresariado baiano tende a se posicionar de forma cada vez mais profissional, inovadora e conectado a agendas globais. O desafio continuará sendo transformar potencial em projetos concretos, com impacto econômico e social.
– Neste ano, o LIDE Bahia apoiou e promoveu diversos encontros com o objetivo de fomentar o setor, como a 2ª edição do Summit Made in Bahia, o Congresso Brasileiro de Direito e Sustentabilidade e fechou o ano com uma palestra de dirigentes da BYD. Como está o planejamento de eventos para 2026?
O planejamento para 2026 já está em andamento e será ainda mais robusto. Pretendemos ampliar encontros estratégicos, fortalecer eventos já consolidados, e trazer novos fóruns temáticos. Além dos Eventos estamos planejando duas missões Internacionais com visitas e agendas coordenadas pelas Unidades do LIDE que visitaremos. A ideia é aprofundar debates, gerar conteúdo relevante e conectar a Bahia a grandes players nacionais e internacionais, sempre com foco em resultado e impacto.
– O LIDE Bahia estreou neste o ano o LIDE Talks, trazendo convidados e líderes empresariais para debates. Há alguma movimentação para aproximar o grupo ainda mais aos meios de comunicação e à mídia, visando criar um espaço para compartilhamento de ideias entre líderes empresariais?
Sim. O LIDE Talks foi um passo importante para ampliar o diálogo ressaltando a historia de grandes Empreendedores do nosso estado. Para 2026, queremos intensificar essa aproximação, criando ainda mais espaços de compartilhamento de ideias, entrevistas, debates públicos e conteúdos que traduzam o pensamento do empresariado baiano. Acreditamos que a comunicação é estratégica para influenciar positivamente a agenda econômica, fortalecer lideranças e contribuir para um debate público mais qualificado, sempre em parceria com veículos de Mídia.
