Renata Andrade. Foto: Gabriel Alencar.

A paixão de Renata Andrade pela moda e pelo varejo a fez, mesmo que sendo formada em Engenharia Elétrica, ter um negócio inserido no universo fashion. Franqueada em Salvador da label italiana Intimissimi, ela participou da live do Anota Bahia, no projeto A Tarde Conecta, nesta quinta-feira (22). No bate papo conosco, discorreu sobre as novas experiências de consumo, a moda pós pandemia e a realidade dos negócios neste segmento.

A empresária contou como foi sua reação no primeiro momento, quando os shoppings fecharam as portas: “Foi algo totalmente novo. Não tínhamos sequer uma referência do passado. Buscamos então entender, olhamos  para dentro de casa, geramos conteúdo de afeto, com a ideia de confortar o coração da nossa cliente. O propósito da marca é levar bem estar e amor, isso foi ainda mais reforçado”. Renata pontuou que o digital, que já era uma aposta da marca, se tornou ainda mais necessário:  “Já estávamos nas redes sociais, já recebíamos pedidos pro aplicativos, fazíamos delivery, antes, a vitrine era o mais importante, hoje é a rede social, o digital é a nossa vitrine. Mas foi um desafio, porque veio um volume interessante.  Nosso produto foca em homeware, o cliente em casa, olha pra si, e foca no seu bem estar”.

Sua realidade diante do negócio também mudou: “Eu arregacei as mangas, fui para dentro da operação, concentrei em mim algumas atividades que antes delegava e estive ainda mais próxima da minha cliente. Como estar próxima, estando distante? Então passamos alegria, carinho, e claro, temos todos os protocolos de higiene e todo cuidado para manipular os produtos”, disse.  Para ela, o novo normal não vai passar: “Esse momento veio para ficar. A Covid-19 é um aceleradora de muitas coisas que a gente deixava de lado. De repente, não tivemos outra opção. Muitos empresários estão reinventando seus negócios “.

Renata também discorreu sobre os conceitos de coletividade diante das marcas: “Quando falamos em coletividade, estamos falando em diversidade, em sustentabilidade. O consumidor está cada vez mais consciente. Na loja, o cliente quer saber onde o produto é produzido, qual a cadeia de fornecimento”, finalizou.