
A Capela do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) recebe, a partir do dia 16 de abril, a exposição “Sem Humanidade” do artista Gustavo Reis, que propõe uma reflexão sobre as múltiplas formas de violência e exclusão na sociedade. Com visitação de 17 de abril a 7 de junho (de terça a domingo), a iniciativa vai além da contemplação estética ao propor um mergulho crítico nas práticas sociais que marginalizam, silenciam e desumanizam indivíduos e grupos inteiros.
Autista com TEA suporte 2 e TDAH, Gustavo Reis encontra na arte um canal essencial de comunicação e existência, utilizando recursos tecnológicos como tablets e celulares para transformar vivências em imagens que confrontam o espectador. Nas telas, o artista assume protagonismo e reafirma a urgência de ampliar a presença de artistas com deficiência no cenário cultural.
Mais do que uma mostra artística, o projeto se estrutura como uma ação contínua, integrando rodas de conversa e atividades em escolas, universidades e espaços culturais. Esses encontros abordam tanto os processos criativos do artista quanto temas que atravessam sua produção, como o capacitismo, a misoginia e as violências direcionadas a pessoas com deficiência.
O projeto estabelece um espaço de escuta, diálogo e enfrentamento, evidenciando a arte como instrumento essencial na reconstrução de perspectivas e valores coletivos. Ao valorizar a produção de uma pessoa com deficiência, a exposição enfrenta um histórico de invisibilidade e contribui para a construção de uma sociedade menos capacitista, onde diferentes formas de existir sejam reconhecidas e celebradas como parte essencial da experiência humana.


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