Bonfim. Foto: Daniele Rodrigues

Realizada pelo Acervo da Laje, museu-casa-escola localizado no Subúrbio Ferroviário da capital baiana, a exposição “Narrativas da Beleza” chega na CAIXA Cultural Salvador, a partir do dia 4 de novembro. A mostra coletiva reúne obras de 15 artistas e propõe diferentes olhares sobre a memória, as paisagens, os saberes e a produção artística do território.

Participam da mostra Ana D’boa, Ana Dévora, Bruno Costa, César Bahia, Daniele Rodrigues, Débora Santos, Ludimila Lima, Marco Illuminati, Marina Muniz, Mila Souza, Prentice, Roxinha Lisboa, Suelen Novais, Uiler Costa-Santos e Zé di Cabeça. A proposta parte da ideia de que “os encantos vão reger as nossas vidas”, explica José Eduardo, um dos fundadores do Acervo da Laje.

Com curadoria de José Eduardo Ferreira Santos e Vilma Santos e curadoria adjunta de Renata da Silva Cardoso, a mostra representa um novo momento na trajetória do Acervo da Laje. Além do trabalho de salvaguarda, pesquisa e catalogação desenvolvido pela instituição, o projeto amplia os olhares sobre a memória estética e evidencia uma produção artística vinculada ao próprio território.

A exposição está organizada em quatro núcleos: “Subúrbio: memória e futuro”, “Natureza sagrada e em disputa”, “Mulheres do Subúrbio” e “Ex-votos e nossos sagrados”. Juntos, eles abordam diferentes dimensões da vida e da memória do Subúrbio Ferroviário de Salvador.

O primeiro núcleo apresenta a região como um território marcado por transformações e permanências, reunindo referências ao mar, às praias, à enseada, às antigas palafitas, à pesca, à mariscagem e à histórica linha férrea. No segundo núcleo, a fauna e flora aparecem como elementos da produção artística, com referências às matas, plantas e águas da região e ao Parque São Bartolomeu.

O terceiro espaço apresenta o território a partir das mulheres que participaram de sua construção cotidiana, de seus fazeres, saberes e lutas. Fotografias e obras de arte destacam personagens que contribuíram para a formação e a vida social da região. O percurso se encerra com “Ex-votos e nossos sagrados”, dedicado aos registros materiais relacionados à fé e às graças alcançadas.

São Tomé de Paripe. Foto: Daniele Rodrigues

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