Edson Fachin. Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, cancelou a sessão plenária prevista para esta quarta-feira (9), em Brasília. A decisão ocorre em meio ao agravamento da crise interna na Corte, que envolve os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

O episódio mais recente envolve uma disputa sobre o comando da Polícia Federal. André Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, além do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Nesta quarta, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois aos cargos, sob o argumento de que a situação poderia comprometer investigações em andamento.

A movimentação ampliou a tensão no Supremo e levou Fachin a suspender a sessão que estava marcada para esta quarta. A pauta previa, entre outros temas, a análise de uma ação relacionada à contribuição previdenciária sobre a comercialização da produção rural, conhecida como Funrural.

A crise ganhou força nos últimos dias após a divulgação de documentos e relatórios da Polícia Federal envolvendo Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, além das decisões tomadas por Mendonça no caso. O ambiente de disputa interna também motivou manifestações de ex-ministros do STF, que enviaram uma carta a Fachin classificando o momento como uma das mais graves crises da história da Corte e pedindo uma resposta institucional.

Na terça-feira (8), Fachin afirmou que o Judiciário está preparado para enfrentar os desafios atuais e que seguirá cumprindo seus deveres constitucionais. O presidente do STF tem defendido uma condução institucional e baseada no diálogo para tentar conter os conflitos dentro da Corte.

Supremo Tribunal Federal. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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