
Salvador recebe, de 8 a 12 de setembro de 2026, a quinta edição do Festival científico-cultural Mínimos Óbvios, realizado numa parceria entre a ATeliê voadOR, Núcleo de Pesquisa e Extensão em Cultura e sexualidade (NuCuS/UFBA) e a Hiperativa Comunicação e Cultura. Com o tema “40 + 30: Corpos Fora da Lei, Amores Marginais e Dramaturgias da Sobrevivência – Homenagem a Jean Genet e Caio Fernando Abreu”, o evento tem como marco os 40 anos da morte do escritor e dramaturgo francês Jean Genet e os 30 anos da morte do escritor brasileiro Caio Fernando Abreu.
A programação reúne artistas, pesquisadores e diferentes gerações da cultura LGBT+ em uma ocupação que articula performance, formação, leituras pop-up, debates, talk show, Long Table e celebração. Mais do que concentrar suas atividades em um único endereço, o Mínimos Óbvios – Ano 5 promove uma itinerância do festival, ocupando diferentes espaços e criando percursos entre universidade, a cidade e a cultura do encontro. Toda a programação pode ser conferida nas redes sociais.
As atividades começam na sede da ATeliê voadOR, no Ateliê de Bolso, na UFBA, com uma oficina de 12 horas, e seguem para a Casa Rosa, no Rio Vermelho, onde está localizado o Teatro Cambará, espaço que recebe parte central da programação, incluindo as leituras pop-up e os encontros, que prolongam a experiência do evento.
O encontro entre Jean Genet e Caio Fernando Abreu orienta a curadoria desta edição. Embora pertencentes a contextos e tempos distintos, os dois autores construíram obras que atravessam questões como desejo, marginalidade, homoerotismo, violência, doença, memória, solidão e resistência. A homenagem a Genet e Caio também evidencia como experiências historicamente situadas à margem podem produzir repertórios estéticos, políticos e afetivos capazes de atravessar gerações.
Em Jean Genet, crime, exclusão e desejo se transformam em matéria estética e política. Já Caio Fernando Abreu construiu uma obra íntima e, ao mesmo tempo, desobediente, marcada pelo desejo homoerótico, pela memória, pela doença, pelo afeto e por experiências que se recusam a ser apagadas.
A programação começa nos dias 8, 9 e 10 de setembro, das 9h às 13h, no Ateliê de Bolso, na UFBA, com a oficina “Corpos que Escrevem”, conduzida por Duda Woyda, inspirada nas potências narrativas de Caio F. Abreu. Voltada a estudantes, artistas da cena, escritoras, pesquisadoras e pessoas LGBT+ interessadas em escrita de si e dramaturgias dissidentes, a atividade propõe investigar a escrita como política de visibilidade, cuidado e memória queer.
O encerramento do Mínimos Óbvios – Ano 5 começa às 19h20, no Teatro Cambará, na Casa Rosa, com a Mostra da Oficina “Corpos que Escrevem” e a “Carnavalização dos Corpos Impossíveis”. A atividade conta com apresentação de Duda Woyda e Talis Castro, acompanhamento da Banda Vibrátil: Neto Costa, Maira Lins e Roberta Dantas, além das participações especiais da atriz Mariana Borges, dos atores Rodrigo Villa e Anderson Dantas, a drag queen Loulou, as cantoras Bruna Barreto e Viva Varjão, em uma celebração dedicada ao encontro entre corpos, criação, performance e festa.
A programação completa pode ser conferida através do Instagram do ATeliê voadOR Teatro.


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