Filme ‘Jamex e o fim do medo’. Foto: Gelo na Chapa/Divulgação

Com estreia nesta quinta-feira (03) no Panorama Internacional Coisa de Cinema, que está sendo realizado no Cine Glauber Rocha, na capital baiana, o filme ‘Jamex e o fim do medo’ mostra a cidade fictícia de Salvadolores — uma versão pós-apocalíptica de Salvador — que resiste em meio aos destroços após um acidente radioativo. O protagonista da ficção, um artista, tenta atravessar o município em ruínas para entregar um quadro, levando o o espectador a acompanhar um dia na vida do personagem em um ano incerto. A obra é inspirada na vida real do pintor Jamex, o mais jovem artista a integrar o acervo do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).

Na trama, o acidente contaminou boa parte da área urbana e modificou a cidade de maneira social e cultural. A radiação está no ar atmosférico, e se dá, sobretudo, a partir dos olhos. Por isso, o uso de óculos e colírios é importante na prevenção de contaminação. Entre as ruínas, Jamex atravessa a cidade para entregar seu quadro a um misterioso galerista. A deambulação do personagem por Salvadolores faz surgir da cidade personagens inusitados que reinventam o passo do protagonista. Figuras que encarnam as ruas labirínticas com estranheza e espanto, diante do olhar do artista que insiste no perambular.

A geografia fílmica faz dos cenários reais da cidade parte de sua força, onde o cinema encontra a rua, mas a rua em seu caos criativo também interfere no cinema. “Estar numa cidade como Salvador é pertencer a um emaranhado de acasos, ritmos e mudanças de planos. O filme tenta ecoar essa cidade de um modo ainda mais exagerado e estranho. Sempre falhando, claro”, conta o diretor e roteirista do filme, Ramon Coutinho, da produtora Gelo na Chapa Filmes.

Filme ‘Jamex e o fim do medo’. Foto: Gelo na Chapa/Divulgação

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