
Quatro filmes do cineasta baiano Glauber Rocha estão passando por um processo inédito de restauração que combina técnicas analógicas tradicionais com tecnologia digital avançada. São elas: Amazonas, Amazonas (1966); Di Cavalcanti Di Glauber (1977); História do Brasil (1974) e Terra em Transe (1967). A iniciativa, conduzida em 2026 e liderada por Paloma Rocha, busca preservar obras importantes da filmo; grafia do diretor, que completaria 87 anos em 14 de março. O projeto reúne instituições públicas e privadas do Brasil e do exterior e tem como objetivo recuperar e garantir a conservação de títulos fundamentais da história do cinema nacional.
Reconhecido como um dos principais nomes do Cinema Novo, Glauber Rocha construiu, ao longo de 24 anos de carreira, uma obra marcada pelo engajamento político e pela inovação estética. Jornalista, crítico e intelectual, ele dirigiu clássicos como Deus e o Diabo na Terra do Sol, considerado um marco do audiovisual brasileiro. Mesmo mais de quatro décadas após sua morte, seus filmes continuam influenciando gerações de realizadores e pesquisadores do cinema.
Segundo Paloma Rocha, o processo de restauração busca recuperar a qualidade original das obras e valorizar a importância histórica dos títulos. “Este é um grande presente para Glauber Rocha. São filmes de caráter histórico, crítico e político, alguns deles inéditos no Brasil”, afirma. De acordo com ela, a iniciativa representa um esforço pioneiro para reparar e preservar um patrimônio cultural que segue relevante para o debate artístico e social contemporâneo.
Quando a etapa atual for concluída, dez filmes do diretor terão sido resgatados e preservados. No momento, quatro obras estão em restauração sob responsabilidade de uma equipe especializada de cineastas e técnicos. A expectativa é que o trabalho amplie o acesso do público às produções e fortaleça a preservação da memória do cinema brasileiro, garantindo que o legado de Glauber Rocha permaneça vivo para as próximas gerações.

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