Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Chip Somodevilla/Pool/REUTERS
Presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Chip Somodevilla/Pool/REUTERS

O mercado e autoridades brasileiras voltam suas atenções para o dia 15 de julho, data que pode marcar o início de uma nova tarifa punitiva sob importações brasileiras. A medida que propõe uma taxação de 25% foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos, na última segunda-feira (1º), com a justificativa de que algumas práticas do Brasil são desleais, como o comércio digital e o desmatamento ilegal. A ação não vai incluir, caso vigore, itens como carne bovina, café, terras raras, metais e peças de aeronaves.

A decisão se baseia nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974, e as investigações avaliaram práticas nas áreas de comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, como o Pix; concessão de tarifas preferenciais; proteção de propriedade intelectual; combate à corrupção; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal. Os estadunidenses afirmam que esses pontos trazem prejuízo às empresas e exportações do país.

“Ao longo do último ano, o presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação. Aguardo com expectativa a continuação do diálogo com o governo brasileiro, antes do prazo legal de 15 de julho de 2026 para a tomada de medidas corretivas”, afirmou o embaixador estadunidense, Jamier Greer.

Donald Trump. Foto: Carlos Barria/Reuters

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