
As prestigiadas artistas baianas Goya Lopes e Nádia Taquary vão evidenciar como a arte negra feminina, ao longo do tempo, constrói caminhos de resistência, memória e afirmação identitária. Suas obras estarão em exposição da Paulo Darzé Galeria, na SP-Arte Rotas 2025. A mostra acontecerá no bairro Vila Leopoldina, em São Paulo, com a visitação disponível desta quarta-feira (28) até o domingo (31).
O projeto curatorial propõe um encontro entre a ancestralidade e o contemporâneo, fazendo uma interlocução entre a força seminal de Goya, pioneira na afirmação de uma estética afro-brasileira feminina, e a contundência ritual e política de Nádia — que estará na Bienal de São Paulo. A união artística também reafirma a Bahia como um território fundamental para a arte brasileira.
Conheça as artistas
Criadora da marca Didara Design Goya Lopes, a artista traz um conceito artístico que usa a estamparia para contar a história da ancestralidade afro-brasileira. “Berço da humanidade, antepassados, natureza, luta, batalha, riqueza mineral, natural, espiritual, coletores, memória coletiva, gritos registros, narrativas, mínimos detalhes, guardião da palavra, ‘cada palavra carrega um poder de cura ou destruição’, sistema social, político, matrilinear, contribuição da mulher nas funções sociais, econômicas, legado, africanidade”, define.
As obras de Nádia evocam joias de crioula, balangandãs e objetos rituais. Em suas produções, ela transforma elementos da memória afro-brasileira em arte contemporânea. “Muitos brasileiros não se reconhecem como frutos da diáspora africana na América. Sendo formados em uma concepção de mundo eurocêntrica, fomos afastados dos saberes e da profunda dimensão cultural que herdamos dos processos dinâmicos das Áfricas”, destaca.


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