
O artista baiano Igor Rodrigues estará na SP–Arte 2025, principal feira de arte da América Latina, apresentando sua primeira exposição individual no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, entre 02 e 06 de abril. Em “Rastro”, o artista volta a perceber na natureza uma força que inspira diversas reflexões, desta vez de forma a evidenciar, de maneira ainda mais nítida, a relação do corpo negro com o etéreo e a transição entre as dimensões do tempo. Segundo Igor, a ideia da mostra remete ao Sankofa, ideograma africano que representa a importância de aprender com o passado para construir um futuro mais consciente.
O objetivo das obras é falar sobre a transformação e sobre como não é possível apagar completamente aquilo que fomos. “Escolhi a palavra ‘rastro’ porque estava pensando muito sobre o meu passado, onde estou agora e aonde quero chegar. Comecei a refletir nesse processo de metamorfose, de transformação e a palavra surgiu, porque ‘rastro’ é algo que indica movimento, um caminho, tanto o caminho por onde você já passou, quanto o lugar onde está e a direção para a qual está indo”, conta Igor.
Na exposição, Igor apresenta ainda a série “Brasa”, que destaca a presença do fogo como expressão da transformação e da finitude, manifestadas na vitalidade rubra dos impulsos e movimentos. “Vermelho me remete à vida. Me remete ao sangue, à vitalidade. Tudo aquilo que é visceral”, conta o artista. “Mesmo possuindo um controle técnico preciso, a produção de Rodrigues carrega uma herança que não se pode negar: o artesanato praticado por sua avó. Se pensarmos, por exemplo, no artesanato medieval, ele é o resultado de um legado, um aprendizado do passado transmitido de geração em geração”, explica João Victor Guimarães, crítico de Arte, curador e pesquisador.

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