Pássaro na fiação
Pássaro na fiação. Foto: Alejandro Orozco.

A concessionária Neoenergia Coelba terá 30 dias para apresentar um Plano de Adequação da Rede Elétrica na região da Praia do Forte, com o objetivo de reduzir os riscos de choques elétricos que vêm afetando a fauna silvestre local. A decisão foi proferida na última terça-feira (28) e atende a um pedido liminar do Ministério Público do Estado da Bahia, por meio da Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente de Mata de São João.

Segundo o promotor Thomas Bryann do Nascimento, investigações conduzidas pelo MPBA identificaram a recorrente morte de animais causada por descargas elétricas na rede da região. A decisão judicial exige que o plano inclua um conjunto detalhado de medidas técnicas, como o mapeamento georreferenciado de toda a rede elétrica, um cronograma de execução e ações eficazes para proteção da fauna.

Além disso, a Neoenergia deverá destinar mensalmente o valor de R$ 61.529 ao Fundo de Defesa dos Direitos Fundamentais (FDDF), que será utilizado em ações emergenciais de resgate, monitoramento e conservação das espécies atingidas. A ação civil pública aponta a existência de um dano ambiental contínuo, especialmente na área da Floresta do Aruá, onde a rede elétrica tem representado uma ameaça constante à biodiversidade. Entre os animais afetados está a preguiça-de-coleira, considerada uma das espécies mais vulneráveis da região.

De acordo com o MPBA, as apurações tiveram início em janeiro de 2024, com a realização de diligências, reuniões extrajudiciais e recomendações à concessionária. Apesar de intervenções pontuais já realizadas, novos casos de eletrocussão continuaram sendo registrados, inclusive em estruturas que passaram por adaptações consideradas insuficientes pelos estudos técnicos.

Mico, espécie comum na região
Mico, espécie comum na região. Foto: Miguel Cuenca.

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