
Cerca de 30 artistas integram uma exposição que se propõe uma reflexão estética sobre o legado de Santa Dulce dos Pobres, primeira santa brasileira, cuja trajetória foi dedicada integralmente ao acolhimento de enfermos e desamparados. A mostra “A Última Porta: Arquiteturas do Acolhimento” será inaugurada no próximo dia 3 de agosto e estará aberta até o dia 14 de agosto no Centro Cultural do Tribunal de Justiça da Bahia, em Salvador.
Com realização da Associação Baiana de Artes Visuais (ABARVI), a produção artística contemporânea baiana estará em destaque na exposição, promovendo o diálogo entre a arte e a sociedade por meio de uma temática de profundo impacto humanitário e histórico. As obras dos artistas convidados exploram diferentes linguagens e técnicas, como fotografia, gravura, pintura em tinta acrílica sobre tela, cerâmica e escultura em fibra de vidro, oferecendo ao público múltiplas perspectivas sobre o legado de Irmã Dulce e a arquitetura do acolhimento.
Participam da mostra os artistas Adenilse Romana, Adrianna Gabrielli, Adriano Bastos, Bel Borba, Carmen Freaza, Cecilia Menezes, Christianne Lisboa, Célia Mallett, Celso Cunha Neto, Dulce Cardoso, Felix Sampaio, Gil Santana, Helena Maria Cruz, Juarez Paraíso, Katia Cunha, Lourenço Mueller, Luiz Humberto de Carvalho, Luiz Mário Freire, Maria Adair, Maria Nazaré Santos, Márcia Magno, Nelma Fonseca, Norma Correia, Pico Garcez, Salvatore Torre, Tadeu Bahia e Teka Portela.
“A presença destas obras no coração do Judiciário baiano nos lembra que a lei mais fundamental da convivência humana é a preservação irrestrita da dignidade. Por isso, esta mostra celebra o legado espacial, humano e espiritual de Santa Irmã Dulce dos Pobres, uma verdadeira arquiteta do acolhimento… No fim de todas as coisas, a maior obra que podemos edificar é o amparo ao nosso semelhante”, destaca o curador da exposição, arquiteto, escultor e crítico de arte, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte, Celso Cunha.
Com uma dedicação incansável aos doentes e marginalizados, a freira baiana desafiou as estruturas da época ao transformar um modesto galinheiro em Salvador no Hospital Santo Antônio — hoje a base de um dos maiores complexos de saúde pública do país. Sua imensa obra social e o impacto de suas ações culminaram em sua canonização pelo Vaticano em 2019, consagrando-a como Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa nascida em solo brasileiro.

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