
Em mais um movimento que coloca a Bahia em posições de destaque na Justiça Federal, a magistrada baiana Margareth Costa tomou posse como ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na última quinta-feira (7). Durante a solenidade administrativa, a ex-desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA), recebeu a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau Grã-Cruz. Dos 158 ministros que passaram ou integram atualmente a Corte Superior da Justiça do Trabalho, ela é a 12ª mulher.
Assumindo a vaga deixada pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ela integra a Sétima Turma e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), onde afirma que atuará com técnica, imparcialidade e humanização. “A nós cabe atentar, observar, decidir, olhar os processos com todo critério, com todo cuidado, com toda integridade, sem nenhum tipo de parcialidade, com retidão, confiando que aqueles processos poderiam ser de qualquer um de nós”, disse.
Margareth agora segue os passos que um dia já foram traçados por sua mãe, Rosalina Rodrigues, que também foi juíza do trabalho. “Minha história traz mulheres no Judiciário. Em 1964, minha mãe já era juíza do trabalho. Chegar até aqui não é fácil, mas é possível. Quero que todas as mulheres se sintam encorajadas, com disposição, para seguir a carreira, para acreditar que conseguem”, reforçou a ministra.
A magistrada destacou ainda a representatividade feminina no TST, que com sua entrada passa a contar com sete mulheres. Para ela, essa presença contribui com uma Justiça mais plural. “Temos as mesmas habilidades, muitas responsabilidades, diferentes atividades. Nos dividimos muito mais do que em qualquer jornada de seis, sete, quantos dias forem. É preciso recompor isso. Somos a maioria da população”, afirmou.
Margareth formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 1985, e iniciou a carreira jurídica em 1990, como juíza substituta. Ingressou na magistratura em maio de 1990 e, em 2014, foi promovida pelo critério de merecimento a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. Foi diretora da Escola Judicial do TRT no biênio 2017/2019 e convocada diversas vezes para atuar no TST. No TRT-5, integra a 1ª Turma, a Subseção de Uniformização da Jurisprudência e a SEDI-2.
Em 1993, tornou-se juíza do trabalho titular da Vara de Jacobina e, posteriormente, atuou nas varas de Camaçari e de Salvador. Em 2014, foi promovida, por merecimento, a desembargadora do TRT-BA. Em 2022, foi convocada para substituir no TST.

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