Margareth Menezes. Foto: Reprodução/Redes sociais

A abertura da exposição “3 Obás de Xangô” marcará o início das atividades da unidade Pelourinho da CAIXA Cultural Salvador, a partir desta quinta-feira (6). Inspirada no documentário homônimo dirigido por Sérgio Machado, a mostra permanece em cartaz até 6 de dezembro, com visitação gratuita de terça a domingo, das 9h às 18h. 

A vernissage aconteceu na noite da última quarta-feira (5) e reuniu artistas, autoridades, imprensa e outras personalidades para conferir o projeto que enaltece o papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros. Quem esteve presente foi a cantora e ministra da Cultura, Margareth Menezes, que celebrou o espaço como um polo de arte, educação e cidadania.

“A mostra é um mergulho profundo na nossa identidade. Um espaço lindo de exaltação das nossas raízes, destacando a influência do Candomblé, o matriarcado nas religiões de matriz africana e a força insubstituível das lideranças femininas negras na construção do Brasil”, declarou nas redes sociais.

Com curadoria de Tiago Sant’AnaMariana VazSolange Bernabó e Gildeci Leite, a exposição parte da amizade entre Jorge AmadoCarybé Dorival Caymmi — artistas que receberam o título de Obás de Xangô no Ilê Axé Opô Afonjá — para propor uma reflexão sobre arte, religiosidade, memória e identidade cultural na Bahia.

Reunindo obras, documentos e registros históricos de mais de 45 artistas das artes visuais, da música, da literatura e da fotografia, a mostra amplia o olhar sobre os três homenageados e evidencia a centralidade do Candomblé e das lideranças femininas negras na construção do imaginário cultural brasileiro.

Organizada em núcleos temáticos, a exposição aborda o matriarcado nas religiões de matriz africana, os saberes produzidos nas comunidades de axé, a simbologia de Xangô, a amizade entre os três homenageados e as transformações contemporâneas das expressões artísticas afro-brasileiras.

A mostra tem como ponto de partida os três Obás, mas também dá centralidade para a intelectualidade negra que permitiu a emergência do ministério de Xangô. Os idealizadores ressaltam o papel das mães de santo na preservação, organização e transmissão dos saberes afro-brasileiros.

Entre os artistas representados estão nomes como Ana Sant’Anna, Ani Ganzala, Ayrson Heráclito, Emanuel Araújo, Goya Lopes, Mario Cravo Neto, Mestre Didi, Rubem Valentim, Pierre Verger e Yedamaria, nas artes visuais; Aguidavi do Jêje, BaianaSystem, Letieres Leite Quinteto, Margareth Menezes, Orquestra Afrosinfônica, Tiganá Santana e Olodum, na música; além de Alex Simões, Ana Maria Gonçalves, Hugo Canuto, Itamar Vieira Jr, Maysa Miranda e Ordep Serra, na literatura.

Margareth Menezes. Foto: Reprodução/Redes sociais

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