Mariene de Castro. Foto: Fernando Naiberg

Após uma estreia de sucesso em Salvador, com ingressos esgotados, o projeto ‘Conversas para Iluminar o Mundo’ realiza sua segunda edição na capital baiana no dia 4 de fevereiro, no Teatro Cambará da Casa Rosa. No encontro, a jornalista Maria Fortuna, idealizadora e mediadora da iniciativa, vai receber a cantora Mariene de Castro e a jornalista Val Benvindo para falar sobre cultura e espiritualidade, a partir de suas trajetórias fundamentalmente ligadas às religiões de matriz africana.

A conversa propõe refletir sobre a palavra falada e cantada como fundamento de identidade, memória e continuidade, em um país marcado pela intolerância religiosa e pelo apagamento de narrativas negras. “São conversas para inspirar e provocar reflexões sobre as dores e delícias de estar vivo, sobre o que faz a gente se reconhecer no outro e sobre como usar a arte como combustível para fazer um outro mundo aqui na Terra”, conta Fortuna.

Filha de santo do Terreiro do Gantois, Mariene de Castro é cantora e praticante do Candomblé e se declara publicamente como filha de Oxum. Sua religiosidade de matriz africana é pilar central de sua vida e sua obra, cujo repertório é fortemente dedicado aos orixás, aos caboclos e às tradições afro-brasileiras. Quando sobe ao palco, a cantora evidencia não só a voz, mas uma conexão com o sagrado. Reconhecida pela força de sua interpretação e pela presença em cena, teve atuação marcante ao eternizar canções como “Abre Caminho”, “Abiã”, Ponto de Nanã”, “A Deusa dos Orixás”, “Oxóssi”, “São Cosme e São Damião”, entre outras.

Corre no sangue de Val Benvindo a resistência e a cultura negra. Soteropolitana do Curuzu, ela é jornalista e Vodunci do Acé Jitolu, terreiro criado por sua avó, a matriarca Mãe Hilda Jitolu, fundadora do espaço onde foi concebido o bloco afro Ilê Aiyê. Val também atua como celebrante de casamentos, tendo conduzido cerimônias públicas e projetos audiovisuais de grande alcance, como o reality show Casamento às Cegas, produção da Netflix. Ainda trabalha como consultora em diversidade racial, além de produtora, apresentadora e repórter.

Val Benvindo. Foto: Divulgação

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: ThreadsGoogle NotíciasTwitterFacebook,  InstagramLinkedIn e Spotify