Dólar. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro iniciou a semana em clima de cautela após a escalada das tensões no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (13), o dólar voltou a subir frente ao real, a Bolsa brasileira encerrou o pregão em queda e o petróleo registrou forte valorização, refletindo o aumento das preocupações com possíveis impactos sobre a economia global.

A moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 5,131, com alta de 0,46%. Durante a sessão, o dólar chegou à máxima de R$ 5,142, impulsionado pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o endurecimento das medidas contra o Irã e a intenção de ampliar o controle sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.

No Brasil, o Ibovespa recuou 1,2%, encerrando o pregão aos 175.739 pontos. A alta do petróleo favoreceu as ações da Petrobras, que avançaram ao longo do dia, mas o desempenho positivo da estatal não foi suficiente para compensar as perdas registradas por empresas dos setores financeiro, de consumo e mineração.

O petróleo foi o principal destaque do mercado internacional. O barril do tipo Brent, referência global, fechou em alta de 9,59%, cotado a US$ 83,30, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 9,42%, para US$ 78,14. A valorização reflete os receios de que o agravamento da crise possa comprometer o abastecimento global da commodity.

No cenário doméstico, investidores também acompanharam a divulgação do Boletim Focus, do Banco Central, que manteve a projeção do dólar em R$ 5,20 no fim deste ano e preservou a expectativa de que a taxa Selic encerre 2026 em 14% ao ano. O cenário reforça a perspectiva de maior volatilidade nos mercados nas próximas semanas, à medida que o conflito geopolítico continua no radar dos investidores.

Dólar
Dólar. Foto: John Guccione.

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