
Uma mudança no mapa do norte do estado de Mato Grosso gerou movimentação no ranking das cidades que mais contribuem para a produção agrícola brasileira. Líder da lista até então, Sorriso sofreu uma diminuição em 9,3% da sua área plantada devido a criação do município de Boa Esperança do Norte.
Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sorriso tinha ostentado a liderança do ranking de valor de produção em 2024, com R$ 7,2 bilhões, à frente de São Desidério (R$ 6,6 bilhões), na Bahia, e Sapezal (R$ 5,9 bilhões), no Mato Grosso.
Já em 2025, a produção agrícola de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões). A nova cidade foi constituída com territórios que pertenciam a Sorriso e Nova Ubiratã, assumindo parte da produção que pertencia a Sorriso até 2024.
Mesmo com a mudança, o Mato Grosso continua como a cidade líder em valor de produção agrícola, com Sapezal — destaque na produção de algodão (1,2 milhão de toneladas em 2025). No entanto, a movimentação no ranking colocou a Bahia em evidência no 2º lugar, com São Desidério. A localidade apresenta uma produção que gira em torno dos R$ 8,33 bilhões em soja.
Confira as dez cidades com maior valor da produção agrícola. O agronegócio baiano tem dois representantes:
- Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões
- São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões
- Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões
- Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões
- Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões
- Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões
- Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões
- Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões
- Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões
- Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões

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