
Em março, Mês da Mulher, mundialmente, é evidenciada a luta histórica das mulheres pela equidade de gênero. Para ressatar o protagonismo das mulheres no setor de infraestrutura rodoviária, predominantemente comandado por homens, o Monte Rodovias tem realizado políticas e ações que põem em evidência a atuação de figuras femininas em todas as áreas da empresa. Reconhecido pelo selo ONU Mulheres/Brasil, atualmente o grupo responsável pela gestão na Bahia, da Bahia Norte e Litoral Norte, e em Pernambuco, das Rotas do Atlântico e do Coqueiro, tem 67% da sua força de trabalho nos dois estados brasileiros composta por mulheres.
A atuação das mulheres na Bahia Norte e Litoral Norte se destaca principalmente na frente de cargos de operação viária integrados às tecnologias de controle de trafegabilidade. Responsável pelo monitoramento diário, o Centro de Controle Operacional (CCO), possui lideranças como Cláudia Dias, em prontidão para atender os chamados dos usuários e dar encaminhamento às solicitações, disponibilizando os serviços de apoio necessários. “Comecei trabalhando nas praças de pedágio, atuei nas cabines, mas acabei despertando interesse pelo trabalho realizado no CCO. Participei de uma seleção interna de liderança e fui aprovada. Aqui no CCO, as mulheres lideram, somos a maioria. Todos os dias, é um trabalho que exige sempre a reafirmação da nossa capacidade profissional e, ao mesmo tempo, é único, dinâmico”, ressalta Cláudia.
Para a enfermeira Gislaine Ribeiro, que integra o centro e recebe alguns dos chamados, estar em um ambiente predominantemente masculino é uma oportunidade de mostrar força, competência e resiliência: “Acessibilidade e localização das ocorrências estão entre as principais particularidades do atendimento emergencial nas rodovias, com acessos difíceis. Por isso, a comunicação precisa ser bem eficiente para as equipes de resgate chegarem com brevidade ao local. O resgate, assim, acaba sendo mais complexo. Exige uma grande aptidão física para a realização de protocolos de trauma e o manuseio dos equipamentos pesados, além de conhecimento emocional para lidar com situações bem sensíveis com as vítimas e familiares”.
De forma gradual, porém notável, a presença de mulheres no setor de infraestrutura rodoviária faz parte de um movimento que tem transformado o cenário marcado pelo machismo. “Uma boa liderança exige equilíbrio, firmeza e empatia. Nas praças, atendemos os usuários atrasados, apressados. E nós, mulheres, que estamos na linha de frente, precisamos conduzir com sensibilidade situações de enfrentamento. As campanhas realizadas nas praças contra racismo e assédio são muito importantes nesses momentos”, afirma Bianca Oliveira, supervisora das operações na praça de pedágio, responsável por liderar e apoiar o grupo formado em sua maioria por mulheres.
“A engenharia rodoviária nunca é chata. Percorremos diversas localidades, com acesso a diferentes culturas, conhecemos muitos territórios nesse trabalho”, afirma Patrícia Almeida, gerente de projetos e faixa de domínio da Litoral Norte,que se dedica ao setor há mais de 20 anos. “Hoje, conseguimos alcançar o reconhecimento e o devido respeito quanto à nossa competência e dedicação. É fundamental que continuemos a acreditar em nossa capacidade, mantendo a autoconfiança e respeitando nossos próprios limites, na busca por posições mais elevadas. Compartilho um lema de vida: Sonhar sempre, lutar tanto quanto for preciso e desistir jamais”, completa.

Receba também as atualizações do Anota Bahia no: Threads, Google Notícias, Twitter, Facebook, Instagram, LinkedIn e Spotify