
Um conjunto de 666 obras de 135 artistas afro-brasileiros foi reincorporado, na última segunda-feira (26), ao patrimônio nacional, e já está no acervo do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador. Sendo a maior coleção de arte afro-brasileira já repatriada ao Brasil, a expectativa é que a exposição ao público aconteça no início março.
O acervo reúne três décadas de obras, como pinturas, esculturas, fotografias, gravuras, xilogravuras, arte sacra, objetos rituais, estampas e outras tipologias. Estão incluídos artistas fundamentais da produção afro-brasileira, como J. Cunha, Babalu, Goya Lopes, Zé Adário, Lena da Bahia, Raimundo Bida, Sol Bahia, Manoel Bonfim, entre muitos outros.
“Trata-se de uma devolução de profundo valor simbólico e histórico. Essa coleção deixou o Brasil legalmente e retorna por decisão consciente das colecionadoras, que reconheceram a importância de seu retorno à origem. Este acervo fortalece a missão do museu de contar a história do Brasil a partir de perspectivas democráticas, inclusivas e plurais”, destacou Jamile Coelho, diretora do Muncab.
O conjunto retornou ao país por meio da doação internacional do acervo Con/Vida, organizado pelas norte-americanas Bárbara Cervenka e Marion Jackson. A iniciativa contou com o apoio do Ministério da Cultura (MinC) e amplia o conhecimento sobre a produção cultural brasileira, seus bens culturais e o direito à memória e reparação histórica.
“Esses bens culturais retornam como objetos artísticos e como testemunhos vivos da memória afro-brasileira, reforçando a dignidade, a identidade e o pertencimento cultural do povo brasileiro”, afirmou a ministra Margareth Menezes, durante cerimônia de reintegração.

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