
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (MAB), em São Paulo, e a Vivo abrem inscrições para pessoas negras de todo o Brasil interessadas em participar de uma residência artística, com imersão cultural e exposição coletiva, no mês da Consciência Negra. A proposta é estimular reflexões sobre os futuros negros por meio de diferentes linguagens e expressões criativas, além de ampliar o contato da sociedade com o acervo e a trajetória do museu.
Orientados pela pergunta “O futuro chega para quem?”, os selecionados vão pesquisar e criar obras inéditas em diálogo com o acervo do Museu, em pintura, desenho, gravura, escultura, fotografia, instalação, performance, audiovisual, arte digital, arte sonora ou processos híbridos. Os artistas produzirão obras para a exposição “Futuros Pretos”, a ser aberta no final de novembro.
A iniciativa une a Vivo, uma das marcas que mais investem em cultura no país, ao MAB, referência na valorização da cultura afro-brasileira e diaspórica. O projeto reforça o compromisso com a promoção da equidade racial, ampliando espaços de visibilidade, representatividade e construção de futuros mais inclusivos.
A residência vai de 5 a 14 de novembro, com cinco dias de imersão e cinco de produção, e as obras integrarão a exposição coletiva, que abre em 20 de novembro e fica em cartaz até 20 de dezembro. Cada artista recebe uma bolsa de R$ 5.000,00 (valor bruto), verba de produção de até R$ 8.000,00 e, para quem mora fora da cidade de São Paulo, passagem e hospedagem. As obras produzidas serão doadas ao Museu, e a autoria permanece com os artistas.
As inscrições ficam abertas até 27 de outubro de 2026, até as 23h59, através do site oficial do museu, onde também está o edital. Não é exigida formação acadêmica em artes.

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