
O Oscar 2025 entrou para a história como um dos momentos mais marcantes do cinema brasileiro. Pela primeira vez, uma produção nacional venceu uma estatueta da Academy Awards, ao conquistar o prêmio de Melhor Filme Internacional com o longa “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles. Lançado em 2024 e aplaudido por público e crítica, o longa é um drama que retrata a trajetória de Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, mulher que enfrentou a perda do marido durante a ditadura militar brasileira e transformou sua dor em luta por justiça.
A atuação de Torres e a sensibilidade do roteiro fizeram o filme ressoar globalmente, conquistando também indicações em outras categorias importantes, como Melhor Filme e Melhor Atriz, um feito raro para obras brasileiras. A vitória no Oscar aconteceu em uma noite em que o filme superou concorrentes fortes de vários países, incluindo produções da Dinamarca, França e Alemanha. A conquista foi comemorada em todo o Brasil com entusiasmo, chegando a ser anunciada durante as festividades do Carnaval pelo país.
Para muitos especialistas, o marco de 2025 representa não apenas um reconhecimento artístico, mas também um sinal de que o cinema brasileiro pode competir de igual para igual com grandes produções internacionais. A vitória inspirou debates sobre políticas públicas de incentivo à cultura, financiamento de produções e a importância de valorizar narrativas nacionais no cenário global.
Com “Ainda Estou Aqui”, o Brasil celebrou um feito histórico que pode impulsionar novas gerações de cineastas, atores e técnicos, abrindo portas para uma presença cada vez mais forte nas principais premiações do mundo. Esta matéria faz parte de uma série especial do Anota Bahia sobre o Oscar e seus impactos culturais ao redor do mundo e, especialmente, aqui no Brasil.

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