
Nesta sexta-feira (8), a Secretaria de Saúde do Paraná confirmou a ocorrência de dois casos de hantavírus no estado, nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. Com outros 11 casos em investigação, a administração estadual fica em alerta após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar um surto da doença no navio MV Hondius, que navegava pelo Oceano Atlântico. Três passageiros vieram a óbito enquanto outras cinco estão infectadas — a embarcação continua isolada na costa de Cabo Verde.
O gestão paranaense, por sua vez, afirmou que a situação está controlada no estado. “A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
De acordo com a OMS, os hantavírus são vírus zoonóticos que infectam naturalmente roedores. Ocasionalmente, pode ser transmitidos a humanos, resultando em doenças graves e, frequentemente, em morte. É importante ressaltar, que as manifestações clínicas variam de acordo com o tipo de vírus e a geolocalidade dos casos.
Nas Américas, a infecção é conhecida por causar a síndrome cardiopulmonar por hantavírus, condição rapidamente progressiva que afeta os pulmões e o coração. A transmissão acontece pelo contato com urina, fezes ou saliva contaminadas de roedores infectados. A OMS também reforçou que a transmissão entre pessoas acontece quando há contato muito próximo ou prolongado, principalmente quando envolve exposição à saliva ou secreções respiratórias das infectadas.
Os sintomas geralmente começam entre uma e seis semanas após a exposição e tipicamente incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e sintomas gastrointestinais, como dor abdominal, náuseas ou vômitos. Na síndrome cardiopulmonar por hantavírus, a doença pode progredir rapidamente para tosse, falta de ar, acúmulo de líquido nos pulmões e choque.
Já na síndrome hemorrágica com insuficiência renal, mais comum em acontecer nos países da Europa e Ásia, os estágios mais avançados podem incluir hipotensão, distúrbios hemorrágicos e insuficiência renal. O diagnóstico é complicado por conta da similaridade com outras doenças, sendo necessário testes sorológicos para detectar anticorpos específicos para hantavírus.
Prevenções:
- evitar contato com roedores;
- manter casas e locais de trabalho limpos;
- vedar aberturas que permitam a entrada de roedores em edifícios;
- armazenar alimentos de forma segura;
- utilizar práticas de limpeza seguras em áreas contaminadas por roedores;
- evitar varrer ou aspirar fezes de roedores a seco;
- umedecer áreas contaminadas antes da limpeza.

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