
A Galatea Salvador abre a programação de 2026 com duas exposições simultâneas, em parceria inédita com a galeria Nara Roesler. A coletiva “Barracas e Fachadas do Nordeste” reúne mais de 60 obras de Montez Magno, Mari Ra, Zé di Cabeça, Fabio Miguez e Adenor Gondim, enquanto o espaço do Cofre recebe a individual “Gabriel Branco: A luz sem nome”. As aberturas acontecem no dia 30 de janeiro, no Centro Histórico de Salvador.
Com curadoria de Tomás Toledo e Alana Silveira, a coletiva tem como eixo as arquiteturas vernaculares presentes no cotidiano urbano do Nordeste, como fachadas, platibandas e barracas de festas populares. As obras abordam esses elementos como portadores de memória social e cultural, a partir de diferentes gerações e linguagens, incluindo pintura, fotografia e trabalhos em múltiplos suportes.
Já a exposição de Gabriel Branco apresenta dez pinturas inéditas realizadas em 2025, nas quais o artista investiga relações entre corpo, luz e abstração. As obras dialogam com sua trajetória na fotografia e exploram superfícies luminosas, onde formas orgânicas surgem e se desfazem. No texto crítico da mostra, Paulo Monteiro afirma que “a pintura de Gabriel é livre, e nessas formas podemos ver o que quisermos ver”.
As duas exposições também marcam a celebração dos dois anos da Galatea em Salvador, reforçando a atuação da galeria como espaço de articulação no circuito de arte contemporânea. Desde 2024, a sede tem se consolidado como plataforma de intercâmbio entre artistas, curadores e público, em sintonia com a revitalização cultural do centro da capital baiana.

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